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A IGREJA DE SARDES

Por Enoque Rodrigues Nogueira

 

INTRODUÇÃO

 

Quebrando paradigmas

 

É possível acontecer em algum momento de nossa vida cotidiana, algo que venha nos chamar à atenção para que possamos corrigir alguns erros que cometemos muitas das vezes de modo inconscientes.

Podemos imaginar um profissional que trabalha há 30 anos fazendo um determinado serviço que ele aprendeu com o seu pai ou ainda com um profissional, durante o tempo que foi seu ajudante. Em algum momento chega um estagiário jovem, cursando o último ano de graduação, observa aquele profissional experiente trabalhando de forma rudimentar, com todo carinho e humildade, o jovem vai ao mais velho e lhe diz que o trabalho por ele executado vai chegar a um resultado satisfatório, porém ele o está de fazendo de modo errado, com maior custo de mão de obra, com mais gastos com matéria prima e em menor quantidade de produção. O estagiário então lhe apresenta o novo método de trabalho aprendido na faculdade que trará um resultado bastante melhor.

Com efeito, o velho profissional será tentado a dizer: “Deixa disso rapaz, o vovô aqui não é bobo não e faz isso desde garotinho”. Mas se ele for humilde, aceitará o ensino do jovem, será bem sucedido; afinal, ele estará unindo o útil ao agradável, a experiência com a tecnologia.

O velho profissional não sabia que estava trabalhando de modo errado, pois, a maneira que ele fazia, era rigorosamente igual ao modo que aprendeu e, com certeza, o seu patrão lhe pagava muito bem e por ser fiel ao mestre que lhe ensinou, ganhou fama entre os seus colegas e sociedade. O fato mais relevante desta história é que mesmo o serviço sendo feito da forma padrão, de ter sido passado por alguém de grande experiência, não significava que estava correto.

Na cidade de Sardes, na antiga província de Lídia na Anatólia, hoje Turquia, havia uma Igreja, conforme consta em Ap. 3. 1-6, que viveu algo bem parecido com a história citada, era uma comunidade que tinha um líder fazendo aquilo que aprendeu, mas de forma errada. Apesar de sua obediência ao que aprendeu não lhe dava status de certa. Estava morta.

Que o SENHOR nos guarde, de vivermos essa triste situação. Seria uma decepção para nós, estarmos congregando em uma Igreja cheia de prestígio, com nome conhecido em todo o país, com título de dinâmica, bem afamada diante da sociedade, com toda a aparência de viva, mas, reprovada por Deus e por Ele mesmo ser classificada de Igreja morta.

Pode uma Igreja ter fama interna e externamente de viva estando na verdade morta?  

 

 

 

 

 

LOCALIZAÇÃO

Sardes, situada às margens do rio Pactolo, hoje conhecida como Start, era capital da Lídia

Lídia é o nome de uma antiga região da Anatólia ocidental, limitada a oeste pelo mar Egeu, ao norte pela Mísia, a leste pela Frígia e ao sul pela Cária.

Localizava-se a uma distância em linha reta de mil quilômetros a Noroeste de Jerusalém, e a cem quilômetros a leste de Esmirna.

SARDES

BREVE HISTÓRICO DA REGIÃO

 

No período próximo ao ano 3000 a.C., havia uma rota comercial que ligava o Golfo Pérsico a Esmirna e que passava pelo local onde veio a surgir Sardes. Em 1950 a.C. a parte oeste da Anatólia teria sido tomada pela primeira dinastia dos hititas. No século XVII a.C. estes construíram um império poderoso, reconquistando a Anatólia.

Pela sua localização geográfica entre a Mesopotâmia e a Jônia, Lídia, no primeiro milênio antes da era cristã, foi intermediador comercial e cultural entre o Oriente Médio e os gregos.

No século VII a.C., o rei Giges fundou uma dinastia em Sardes.

Os lídios cultivavam cereais, uva e açafrão, entre outros produtos. Também exploravam as reservas de pedras preciosas e as areias auríferas de Pactolo, produziam tecidos, lã, couro e artigos de ourivesaria. Cobrava tributos e pedágios aos usuários das rotas, o que resultava em um enriquecimento do tesouro do governo. Os lídios foram os primeiros a cunhar regularmente uma moeda forte. Sua cultura apresentava uma mescla de elementos frígios, hititas, gregos e sírios. A língua era semelhante ao indo-europeu. Os lídios eram admirados por sua música e perfeição na ginástica.

Após diversas invasões de cimérios, frígios, lídios e gregos, a Anatólia foi dominada por Ciro II o Grande da Pérsia. Sardes, capital da Lídia, foi tomada entre 547 e 546 a.C.

As guerras greco - persas, que começaram com a tentativa de Dario de conquistar europeus e asiáticos, terminaram em 334 a.C., quando a Anatólia foi invadida por Alexandre o Grande. Depois de sua morte, vários reis estabeleceram domínios sobre partes da península.

Com a derrota de Antíoco o Grande, em 190 a.C., a Anatólia caiu em poder dos romanos. Em 133 a.C. formaram sua primeira província, a Ásia, que incluía a Anatólia. Os romanos dividiram a península em várias províncias, ligas e principados quase independentes e, sob seu domínio, a Anatólia se desenvolveu e prosperou. Seguiram-se grandes mudanças, com a introdução do cristianismo, que se espalhou pela região. As sete igrejas cristãs da Ásia Menor foram organizadas nesse período.

 

 

 
 
FUNDAÇÃO DA IGREJA

 

A Igreja de Sardes pode ter sido fundada a partir de duas formas

 

  1. Quando se cumpriu a promessa da efusão do Espírito, em Jerusalém, no dia de Pentecostes; ali o evangelho foi anunciado simultaneamente para todas as regiões “Em Jerusalém estavam habitando judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo dos céus. E, correndo aquela voz, ajuntou-se uma multidão confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua”, At 2. 5-6. Nos versículos 9, 10 e 11, quinze regiões são mencionadas em dentre elas, a Ásia.

  2. Na terceira viagem missionária de Paulo, ele passou bem próximo de Sardes antes de chegar a Éfeso, onde houve um grande tumulto devido a sua pregação. Como podemos ver no discurso do ourives Demétrio: “Estais vendo e ouvindo que não só em Éfeso, mas em quase toda a Ásia esse tal de Paulo tem persuadido a muita gente...”. ( At 19. 26. )

    FORMAS DE INTERPRETAÇÃO

     

    Os teólogos colocam o estudo das sete Igrejas da Ásia sobre três formas de análises.

    1 – Aspecto literal

    Os assuntos abordados em cada uma das Igrejas tinham um aspecto totalmente literal. Eram fatos e condições pertinentes única e exclusivamente a cada Igreja mencionada.

    2 – Aspecto escatológico

    As características de cada Igreja apontadas apresentaram fatos que viriam a acontecer no decorrer dos séculos.

    3 – Aspecto figurativo para todas as épocas

    As Sete Igrejas da Ásia foram usadas por Deus para apresentar os tipos de Igrejas que sempre existiram simultaneamente, a partir delas.

     

 
ASPECTO LITERAL
 
O mundo exterior refletido na igreja de Sardes

 

 

Como vimos no histórico, Sardes teve um papel importante na história antiga e atravessou os séculos fazendo uma bela história. O seu nome, segundo o Pr. Antonio Gilberto significa: “Que escapam ou remanescentes”. Os fatos observados no decorrer da história nos dão uma visão clara do aspecto da região onde estava instalada igreja de Sardes, quinta na citação do Apóstolo João quando transcreveu a visão que teve em relação às sete Igrejas da Ásia. Era, portanto de uma boa cultura e desenvolvimento avançado para aquela época.

Uma Igreja implantada em Sardes, com fama de ter sido capital de um pequeno império ou de uma da região da Lídia, sem dúvidas tinha muita das vantagens herdada pela sua história. Provavelmente os crentes dali tinham recursos financeiros suficientes para construírem um bom local para adoração ao SENHOR. Uma Igreja bem montada, com recursos pessoais e financeiramente estabilizada acaba refletindo a sua magnitude de uma maneira rápida, isto pode comprovar pelas datas de fundação da Igreja e a revelação de Deus em Apocalipse, um espaço de menos de cem anos. 

A Igreja recebeu a reprimenda pelos seguintes motivos:

1 - Era uma Igreja hipócrita - Tinha nome que vivia, mas fazia por merecer a fama. Era classificada pelo que se via exteriormente. Dotada de boa fama e aparência, talvez bem treinada nas músicas que entoavam, nas indumentárias, na ordem de culto, na liderança, entretanto espiritualmente estava morta.

2 - Estava morta - Deus não tem nenhum interesse em Igreja sem vida. A reprodução é uma característica de coisas que têm vida e uma Igreja cristã verdadeira tem que ter essa característica. O maior objetivo de Deus é exatamente o crescimento das Igrejas porque são elas que Deus quer usar para fazer o Seu nome conhecido em todas as nações.

3 – As obras eram imperfeitas – Deus não aceita, em nenhuma hipótese, que a Sua obra seja feita de maneira relaxada, Ele estabeleceu critérios para serem observados por quem deseja quer servi-Lo.

4 – A apostasia era implícita – Ficou evidente o abandono da fé naquela Igreja, pois os irmãos dali receberam a mensagem do Evangelho de forma genuína. Quando Deus manda que se arrependam é porque se faz necessário uma retomada de posição no sentido contrário.

Deus fez uma ameaça aquela Igreja dizendo que se não vigiassem Ele viria contra eles como um ladrão de noite. Foram também apontados alguns justos que permaneceram fiéis ao SENHOR. A eles foi prometida veste branca e a permanência dos seus nomes no Livro da Vida.

 

 

ASPECTO ESCATOLÓGICO

 

Anos 1517 a 1750 as grandes transformações

 

O Simbolismo representado pela Igreja de Sardes no decorrer da história fica mais evidente no século XVI. Algumas evidências são as seguintes: Questões políticas, fraude, fechamento de mosteiros, a Rainha Maria mandava os líderes protestantes como mártires para a fogueira, preparo de políticos para combaterem os protestantes, e muitas outras.

O período que sucedeu a este pelo aspecto escatológico é o avivamento que o mundo pode observar, com maior ênfase através do ministério dos Missionários Adorian Judson, George Whitefield, John Wesley e muitos outros, porém esse avivamento aconteceu no tipo representado pela Igreja Filadélfia.

 

 

ASPECTO FIGURATIVO PARA TODAS AS ÉPOCAS

 

As duas formas de interpretação já comentadas merecem consideração e estão corretas, mas, com certeza, usando as sete cartas às Igrejas da Ásia no sentido figurado de organizações que representam o corpo de Cristo em todas as épocas fica contundente, pois qualquer um pode perceber a presença dos sete tipos de Igrejas em todas as épocas. Pesquisando a história da Igreja vamos ver as diferenças de comportamento desde a sua fundação.

Não seria muito difícil encontrarmos os sete tipos de Igrejas da Ásia nos dias de hoje, contudo vamos nos limitar a falar da quinta carta, pela ordem escrita em Ap. 3. 1-6. 

Sardes era uma Igreja rica, tinha tudo o que era necessário para ostentar uma boa apresentação - tanto interna como externamente -, podia ter aproveitado para ser a maior evangelizadora. Provavelmente as pessoas comentavam sobre a grandeza daquela comunidade e por sua vez aqueles crentes mais vaidosos diziam: “Eu sou de Sardes”. Dizer é um fato, ser é a questão. Apesar da fama, lhe disse o SENHOR: “Tens nome de que vives e estás morto”. É sem dúvidas, o termo mais forte encontrado nesta carta.

 

O que significa vida?

Segundo o Dr. Aurélio, Vida quer dizer: “Conjunto de propriedades e qualidades graças às quais animais e plantas, ao contrário dos organismos mortos ou da matéria bruta, se mantêm em contínua atividade, manifestada em funções orgânicas tais como o metabolismo (2), o crescimento (1), a reação a estímulos, a adaptação ao meio, a reprodução (1), e outras; existência”.

É bom ressaltar que, quando Deus mostrou a João o estado deplorável de Sardes o Evangelho estava em plena expansão naquela época. João deve ter ficado atônico, afinal ele sabia da fama daquela que se julgava poderosa.

 

As Sardes de nossos dias

Hoje, no início do século XXI, com todas evidências da proximidade da volta do SENHOR Jesus, existem muitas Igrejas como a de Sardes, que têm nome de que vivem, mas estão mortas; estão vivendo só de aparência. Podemos falar isto sem riscos de estarmos julgando temerariamente. Jesus disse que uma árvore se conhece pelos seus frutos, Mt 12. 33. O Mestre chamou hipócritas de sepulcros caiados, porque têm beleza externa, mas por dentro jaz um esqueleto ou um corpo sem vida em estado de putrefação, Mt 23. 27.

A Palavra de Deus é imparcial, reta, imutável e fiel. Está revelada para nós de modo simples e abundante. O Espírito Santo está sempre pronto para esclarecer e tirar todas as dúvidas que porventura venhamos ter. Os quatro evangelistas lavraram a ordem expressa de Jesus determinando a divulgação do Evangelho, Mt 28.19, Mc 16.15, Lc 24.47 e Jo 20.21. A divulgação através de missões, evangelização e educação cristã, sustentada com oração, é a única forma de se cumprir esse mandamento e assim ter a igreja em constante crescimento.

Vida significa : aquilo que se mantém em contínua atividade, crescimento e reação a estímulos; então, uma Igreja que não tem a presença do Espírito Santo, não cresce e não houve a voz de Deus, não pode ser considerada vida. Está morta.

 

VIVENDO DE APARÊNCIA

As Igrejas que vivem de aparência são aquelas que já estivera no centro da vontade de Deus, mas com o crescimento, surgiu a necessidade de uma organização melhor e sem conseguir conciliar as partes espiritual e material, acabaram-se apostatando da fé. Uma Igreja assim não pode contar com a orientação do Espírito Santo e para suprir a Sua ausência tentam manter a aparência de alguma forma.

 

Igreja Próspera

Existem Igrejas, que por possuir em seu rol de membros muitos membros dizimistas de classe social mais elevada, ostenta um visual impressionante. Edifica templos suntuosos com muitas salas, seus diretores são eficientes e elaboram um organograma portentoso, os departamentos fazem reuniões abundantes, os veículos são de última geração; funcionam mais ou menos como uma empresa. Quem vê de fora diz: “Que igreja próspera!”. É bonitinha, mas rebelde, não têm a essência que é a obediência à Voz do Espírito Santo. Está morta.

 

Igreja Santa

Outra prefere mostrar ao público que adota um sistema conservador e que é mais austera do que as suas co-irmãs. Seu líder exige de seus membros uma série de comprometimentos, desaconselhando-os a visitarem algumas Igrejas que não usam a mesma liturgia e costumes, alguns Ministros, ainda que amados pela igreja e de uma boa palavra, não podem ser convidados. O ponto forte dessa Igreja é a idéia de que o grau de santidade é proporcional à quantidade restrição aplicada a seus membros, chegando a dizer que Deus a fez como modelo para outras Igrejas. Alguns membros mais devotos desconsideram aquelas que não procedem do mesmo jeito tratando-a com desdém,  denominando-as de: “Igreja de portas abertas”, “Igreja Mundana”, “Igreja onde Deus não opera”,. Os líderes destas Igrejas sentem-se recompensados quando ouvem dizer a respeito dele e de sua Igreja: “Aquele pastor é durão”, “Ele segura a doutrina”, “Aquilo é que é uma Igreja fechada”. Quem vê de fora diz: “Que Igreja santa!”. É tão humilde, tão sofrida, mas não tem a essência que é a obediência à voz do Espírito Santo. Está morta.

 

Igreja da Prosperidade

Existe um terceiro tipo de Igreja que engoda o público com promessas de prosperidade. Prega que aquele que crê em Jesus não fica doente, terá carro do ano, casa de praia, bons salários, será chefe no local onde trabalha, etc. Os visitantes ficam assustados, entretanto desejosos que tudo seja verdade, pois foi exatamente para isto que eles foram até ali, depois de terem ouvido pelo rádio aqueles anúncios que todos sabemos. Esse tipo de Igreja não possui lista de membros, não aplica a disciplina, serve a Santa Ceia para qualquer um, batiza pessoas no mesmo dia em que fizeram a sua confissão, sem estarem libertas e até mesmo endemoninhadas. Com um procedimento tão vil, o líder não tem como impedir que o adultério, fornicação, homossexualismo, crimes e outros tipos de pecados fiquem ocultos no seio da Igreja. Esse tipo de Igreja consegue mostrar publicamente que tudo vai bem. Quem vê de fora diz: “Que Igreja legal, é liberal e decretam a vitória”.  É tão afamada, tão boazinha, porém não tem a essência que é a obediência à voz do Espírito Santo. Está morta.

Os três tipos de Igrejas conseguem - a seu modo - exteriorizar a imagem de uma Igreja viva com seu nome reconhecido, tendo milhares de pessoas que comentam sobre os seus atos, porém nunca terá o título de Igreja Viva homologada por Deus. Essas Igrejas desprezaram dois mandamentos proferidos por Jesus: “Amarás o SENHOR teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento... Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, Mt. 22. 37-39. Uma Igreja que ama a Deus tem como prioridade, a divulgação de Seu nome e de Seus feitos, e se ama o seu próximo como a si mesmo, fará o possível e o impossível através da fé  para que possam tirar o máximo de pessoas possível das garras de satanás.

O Único manual disponível para fundação e direção de uma Igreja é muito especial. É volumoso, com cerca de mil e duzentas páginas, tem nome sagrado, escrito por um período de mil e quinhentos anos, por mais de quarenta gerações, com quarenta autores que escreveram em diversos lugares e condições diferentes, e muito mais. No Brasil tem um preço muito acessível e encontra-se à venda em todo território, até em bancas de jornal. O exemplar mais simples equivale a um lanche no Mc Donald’s. Denominamo-la BÍBLIA SAGRADA.

Todos os obreiros chamados para dirigir ou fundar uma Igreja devem primeiro conhecer bem o manual para que não sigam o mau exemplo dos irmãos de Sardes. Fazendo assim, com certeza, serão bem sucedidos e dirigirão, para glória de Deus, uma Igreja com fama e verdadeiramente viva.  Quem a vir de fora dirá: tão maravilhosa e poderosa, porque tem a essência que é a obediência à voz do Espírito Santo.

Então a sua Igreja será classificada como a Igreja que João lavrou a seguir: Filadéia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

AINDA HÁ UMA ESPERANÇA

 

Como podemos observar na carta à Igreja de Sardes, Deus faz uma ameaça dizendo que se não vigiassem Ele viria sobre eles como um ladrão, não sabendo a que hora.

Vale ressaltar que havia ali uns irmãos que não contaminaram as suas vestes. A esses, foi-lhes afirmado que se vencessem seriam vestidos de vestes brancas e que os seus nomes não seriam riscados do Livro da Vida. O Próprio Jesus prometeu confessar os nomes dos vencedores diante de Deus.

A Carta encerra dizendo: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas”.

 

As ameaças de Deus

A Bíblia nos mostra em diversas ocasiões, Deus ameaçando povos ou pessoas, mas quando esses se arrependem, O SENHOR acaba sensibilizado e não traz a maldição prometida, “Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus”, Sl 51.17.

Jonas pregou a destruição de Nínive, Jn 3.3-4, mas o povo creu em Deus, proclamou um jejum nacional, o rei levantou-se do seu trono, tirou de si os seus vestidos reais, cobriu-se de saco e assentou-se sobre a cinza, Jn 3.5-8. O resultado foi imediato, aquela cidade não foi destruída e Jonas disse a Deus em sua oração”...pois sabia que és Deus piedoso, misericordioso, longânime e grande em benignidade, e que te arrependes do mal”, Jn 4. 2.

 

“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas”.

Deus é misericordioso, porém, é justo e fiel à Sua própria palavra, “Os céus e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar”, Mt 24.35.

Para os crentes mortos-vivos que querem realmente morar no céu a única saída é atentar para o que Deus disse à Igreja de Sardes: “Arrepende-te”. O Profeta Isaías asseverou: “Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”,Is 55.6.

Aqueles que querem ser salvos, sem mudar o seu modo de vida, receberão a mesma sentença que foi dada aos rebeldes de Sardes: “... E se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora virei sobre ti”. Disse o Sábio Salomão: “O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura”, Pv 29.1.

Deus nos guarde por Sua graça.

 

 

 

 

 

 

 

 

BIBLIOGRAFIA

 

NICHOLS, Robert Hastings. História da Igreja Cristã. 10. ed. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana,  1997.

SILVA, Antonio Gilberto da. Daniel e Apocalipse. 5. ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1987.

PEARLMAN, Myer. Através da Bíblia. Livro por Livro. 15. ed. São Paulo: Editora Vida, 1992.

BUCKLAND, M A. Dicionário Bíblico Universal. 2. ed. São Paulo: Editora Vida, 1987.

BLOOMFIELD, Arthur E. O Futuro Glorioso do Planeta Terra. 4. ed. Belo Horizonte: Editora Betânia, 1979.

SOARES, Sônia. Teologia de Missões. Rio de Janeiro; Xerox da Liliane, 2001.

RHYMER, Joseph. Atlas Ilustrado do Mundo Bíblico, São Paulo: Círculo do Livro, 1985.

TIMES, The.  Atlas da História Universal. Rio de Janeiro: O Globo, 1995.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio Básico da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1989.

Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações. CD-ROM.

ALMEIDA , João Ferreira de. Bíblia e Harpa Cristã. Edição Revista e Corrigida. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1995.

SCOFIELD, C I. A Bíblia Sagrada. Rio de Janeiro: Sociedade Bíblica do Brasil, 1967.

ALMEIDA , João Ferreira de. Bíblia Sagrada. Edição Revista e Corrigida na Grafia Simplificada. Rio de Janeiro: Imprensa Bíblica Brasileira, 1997.

STAMPS, Donald C..ADAMS, J. Wesley. Bíblia de Estudo Pentecostal: Antigo e Novo Testamento. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1995.

 


DEIXOU, POIS, A MULHER O SEU CÂNTARO

Por Enoque Rodrigues Nogueira

 

Uma análise do capítulo quatro do Evangelho de São João.

Aprendendo com a samaritana a priorizar o Reino

 

V.1 Jesus fugiu de competições humanas “E, quando o Senhor veio a saber que os fariseus tinham ouvido que Jesus fazia e batizava mais discípulos do que João”. “Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tu deste testemunho, ei-lo batizando, e todos vão ter com ele” (Jô 3.26).

V.2 Quem delega é responsável “(ainda que Jesus mesmo não batizava, mas os seus discípulos”;

V.3 Jesus traçou uma caminhada do sul para o Norte “deixou a Judéia e foi outra vez para a Galiléia”;

V.4 A necessidade de passar por Samaria era um impulso divino, pois havia um outro caminho via margens do Jordão “E era-lhe necessário passar por Samaria”;

 

SICAR – LOCAL ENTRE A BÊNÇÃO E A MALDIÇÃO

V.5 Sicar ficava entre Ebal e Gerizim “Foi, pois, a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó tinha dado a seu filho José”;

As Bênçãos de Gerizim “Quando houverdes passado o Jordão, estes estarão sobre o monte Gerizim, para abençoarem o povo: Simeão, e Levi, e Judá, e Issacar, e José, e Benjamim” (Dt 27.12);

A maldição de Ebal “E estes estarão, para amaldiçoar, sobre o monte Ebal: Rúben, e Gade, e Aser, e Zebulom, e Dã, e Naftali” (Dt 27.13);

A herdade adquirida por Jacó “E comprou uma parte do campo, em que estendera a sua tenda, da mão dos filhos de Hamor, pai de Siquém, por cem peças de dinheiro” (Gn 33.19);

Herdade dada a José “Depois, disse Israel a José: Eis que eu morro, mas Deus será convosco e vos fará tornar à terra de vossos pais. E eu te tenho dado a ti um pedaço de terra mais que a teus irmãos, o qual tomei com a minha espada e com o meu arco da mão dos amorreus” (Gn 48.21.22).

 

TÁTICA EVANGELISTICA DE JESUS

V.6 Jesus, Homem, assentou-se junto à fonte de Jacó “E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isso quase à hora sexta”;

V.7a Jesus, descendente de Jacó, na fonte de Jacó, recebe uma “samaritana” “Veio uma mulher de Samaria tirar água”.

V. 7b  Jesus pede água “Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber”;

V.8 Jesus aproveita a ausência dos discípulos para fazer evangelismo pessoal Porque os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida.

 

EVANGELISMO TRANSCULTURAL

V.9 A surpresa da samaritana “Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos)?”;

A distância entre Samaria e a Região onde João batizava, “Enom, junto a Salim”(Jo 3.23) era de apenas 40 Km;

Hoje temos À nossa volta os samaritanos... OS QUE DIVIDEM CONOSCO O MESMO ESPAÇO, MAS TÊM CONDUTA DIFERENTE (gays, viciados, mendigos, espíritas, ateus, presos, prostitutos...).

 

JESUS SE DECLARA EM OUTRA DIMENSÃO

V.10 Jesus afirma que quem O conhece pede-Lhe água viva. “Jesus respondeu e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva”;

V.11 A mulher apresenta a profundidade do poço: É fundo “Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva?”;

V.12 A mulher só conhecia Jacó como “grande”; era uma visão material “És tu maior do que Jacó, o nosso pai, que nos deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado?”;

V.13 Jesus declara como natural a água do poço de Jacó “Jesus respondeu e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede”;

 

 

A ÁGUA VIVA

V.14 Jesus apresenta a Água Viva “mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna”;

V.15 A mulher pede a Água Viva como bênção material – conforto físico “Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede e não venha aqui tirá-la”;

V.16 Jesus coloca a mulher em prova “Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido e vem cá”;

V.17a A mulher ficou em situação embaraçosa “A mulher respondeu e disse: Não tenho marido”.

V.17b,18 Jesus apresenta a situação anormal da mulher “Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido, porque tiveste cinco maridos e o que agora tens não é teu marido; isso disseste com verdade”;

V.19 A mulher percebe que Jesus é Especial, O Profeta “Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta”;

 

VÃ RELIGIOSIDADE

V.20 A samaritana apresenta a sua religiosidade “Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adora”

Havia um templo dos samaritanos no Monte Gerizim. Bíblia Pastoral, Paulus, p. 1359; Dic. Bíblico Universal. Buckland, p. 175;

V.21 Jesus afirma que a oração não se restringiria aos dois templos “Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai”;

Paulo recomenda que se ore em todos os lugares “Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda” (1Tm 2.8);

 

JESUS APRESENTA A ORIGEM DA SALVAÇÃO

V.22 Jesus afirma que a salvação vem de sua descendência “Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus”;

 

JESUS PROCURA OS FIÉIS ADORADORES

V.23 Deus procura Os fiéis adoradores  “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem”;

Jesus citou Isaías que disse: “Este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mt 15.8);

V.24 Deus é Espírito, não adianta simulação “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”;

V.25 A samaritana conhecia a história do Messias “A mulher disse-lhe: Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo”;

 

NÃO BASTA CONHECER O JESUS CRISTO HISTÓRICO. Isto o mundo faz muito bem, basta observarmos os filmes de Natal e Semana Santa..

V.26 Jesus se apresenta como Messias legítimo “Jesus disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo”;

V.27 Os discípulos aprenderam a transpassar uma barreira cultural “E nisso vieram os seus discípulos e maravilharam-se de que estivesse falando com uma mulher; todavia, nenhum lhe disse: Que perguntas? ou: Por que falas com ela?”

V.28 A Mulher encontrou uma tarefa mais importante do que retirar água do poço: Deixou o seu cântaro “Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àqueles homens”

V.29 A Mulher priorizou a divulgação das obras de Cristo para outras pessoas “Vinde e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito; porventura, não é este o Cristo?”

V.30 Uma propaganda eficiente da samaritana depois de sua experiência com Jesus “Saíram, pois, da cidade e foram ter com ele”.

 


MISSÕES

A GRANDE COLHEITA .............................................................................................. 1

MISSÕES DE FORMA SIMPLES BASEADO EM SÃO MATEUS ........................ 5

MISSÕES NO LOCAL DE TRABALHO .................................................................... 8

A IMPORTÂNCIA DO DISCIPULADO ................................................................... 17

COMO FAZER DISCÍPULOS? ................................................................................. 19

MISSÕES, UMA TAREFA PARA NÓS. ................................................................... 21

O QUE FAZES COM A TUA SEMENTE? ............................................................... 26

SAMARIA ESTÁ ENTRE NÓS .................................................................................. 31

AGRANDE COLHEITA

Enoque Rodrigues Nogueira

Certa vez recebi um folheto que narrava uma história interessantíssima que poderia se intitular: 'Como colher Laranja'. A história é a seguinte:

Em uma cidade do interior reuniram-se lavradores para participarem de um seminário sobre colheita de laranjas. O evento foi bem elaborado com todo aparato; data Show, computadores, livros, pastas, crachá, etc. Tudo transcorreu dentro do cronograma preestabelecido com aulas de cinqüenta minutos e intervalos para café e almoço. Os palestrantes eram doutores, mestres e graduados. A aula principal, á última, foi ministrada dentro de um laranjal, por um colhedor-mor e durou apenas cinco minutos. O doutor trajando um jaleco branco e bota de pelica chegou ao local do treinamento, ao lado de um pé de laranja que ficava logo na entrada da plantação, solicitou aos alunos se que colocassem ao redor dele e logo passou a ensinar como se colher laranjas:

'Senhores, para colher laranja com eficiência deve se concentrar apenas na tarefa, sem deixar que preocupações atrapalhem; lembrem-se: 'a pressa é inimiga da perfeição'; os senhores devem tocar a laranja uma de cada vez com amor e carinho, segurando-a por baixo sem causar danos aos galhos e torcer suavemente até que ela se desprenda; e muito cuidado com os espinhos. Desejo-lhes boa sorte!'.

Um seminarista que participava do seminário ficou muito surpreso com tudo àquilo que viu; não perdeu nenhum detalhe nas aulas teóricas exatamente para ter um bom aproveitamento na prática. Incomodado disse ao seu colega de turma ao receber o 'certificado de conclusão do seminário sobre colheita de laranja': 'Engraçado, pensei que eu ia aprender colher laranja de forma diferente; isto que ele ensinou eu já sabia e pratico há muitos anos'.

Meus amigos, esta história (adaptada) nos oferece uma grande lição na área da evangelização mundial. Enquanto muitos estão perecendo sem conhecer o Evangelho de Jesus Cristo, a Igreja não dispõe do tempo necessário para preparar os seus missionários para enviá-los ao Campo.

A missão

Bom seria se os obreiros pudessem concluir todos os cursos necessários para que tenham um desempenho eficiente na obra missionária. Maravilhoso seria se todas as Igrejas colaborassem para a expansão do Reino em toda a face da terra e não apenas as

denominadas missionárias. Na verdade esta chama não está acesa nos corações de todos os líderes.

A salvação é individual como disse Jesus: 'Tudo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora' (Jo 6.37), mas a tarefa pregar o Evangelho a toda criatura foi confiada à Igreja de Cristo. É uma missão.

Havia profetas e mestres na igreja de Antioquia. Eram eles: Barnabé, Simeão, chamado o Negro, Lúcio, da cidade de Cirene, Manaém, companheiro de infância do governador Herodes, e Saulo. Certo dia, eles estavam fazendo uma reunião litúrgica com jejum, e o Espírito Santo disse: «Separem para mim Barnabé e Saulo, a fim de fazerem o trabalho para o qual eu os chamei.» Então eles jejuaram e oraram; depois impuseram as mãos sobre Barnabé e Saulo, e se despediram deles. At 13.1,3.

Igreja & igrejas

A Igreja pode ser classificada em duas formas: Invisível e Visível. A primeira é a que não podemos mensurar; é composta de todos os salvos; é o Corpo de Cristo. A outra tem características espirituais da primeira, mas pode ser dirigida, orientada e medida; é a Igreja Local. Enquanto a Invisível não está presa aos dogmas, preceitos, costumes e religiosidade, na Visível estão patentes, a hierarquia, registros, gráficos, pesquisas, comparações, rol, números, propaganda; a diferença está na estrutura composta de indivíduos com estrutura de carne e osso em busca pela perfeição.

A organização na Igreja

É natural que se busque a melhor organização possível, desde que dentro dos preceitos bíblicos. Por isso, a liderança da Igreja Local busca aprimorar o seu conhecimento observando os acontecimentos no mundo para que possa melhorar o seu desempenho ministerial. Nessa visão, procura escolher pessoas qualificadas para dirigirem os vários departamentos de sua congregação. Entre tantas atividades, a Assistência Social não é menos importante; pelo contrário, é uma das mais necessárias.

A salvação da alma

A evangelização é inquestionavelmente a prioridade da Igreja local porque sem ela a Igreja deixa de ter vida. Se um mendigo, convencido pelo Espírito Santo, render-se à proposta de salvação e aceitar a Cristo como seu Salvador, imediatamente passa a pertencer ao rol dos remidos que vão morar com Jesus no Céu; o seu traje mal-cheiroso e o terno alinhado do pastor que o evangelizou não são diferenciais. Se Cristo vier buscar a Sua Igreja logo após a sua conversão ele estará juntinho conosco no arrebatamento, porque todos nós seremos transformados como disse o apóstolo Paulo:

Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então, cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. 1 Co 15.51-54.

A salvação do corpo

A Igreja Local é composta de crentes que pregam para os seus semelhantes uma eterna salvação que não depende de fatores materiais, entretanto nossas comunidades evangélicas contêm pessoas das diferentes classes sociais. Devemos nos lembrar que somos inteligentes e sabemos que a salvação não sofre nenhuma influência do meio social. É obra única de Jesus Cristo que se ofereceu em morte de Cruz, no Calvário.

As grandes empresas estão se adequando às normas de 'Responsabilidade Social'. Devemos seguir o exemplo melhorar a nossa qualidade de vida para que tenhamos vida mais confortável. Os nossos ouvintes, podendo optar por congregar onde quiser, vão certamente preferir uma comunidade onde tenha ofereça melhores condições de vida, que é o caso da salvação do corpo. Enquanto vivemos os nossos anos 'A duração da nossa vida é de setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado, pois passa rapidamente, e nós voamos.' Sl 90.10, podemos fazer muito mais para termos uma condição melhor e apresentarmos aos nossos amigos e ouvintes do Evangelho uma sociedade santa, irrepreensível, que mostra o caminho para o céu e a felicidade de viver uma vida tranqüila enquanto aguardamos a promessa de Cristo.

Assistência Social

Não podemos continuar admitindo uma Igreja que trata os seus convertidos de púlpito ou de palanques. O pecador arrependido que mora nas malocas de viadutos precisam do mesmo carinho que recebem as 'estrelas' e grandes empresários e políticos se convertem. É necessário um acompanhamento particular por uma equipe de pessoas qualificadas para o discipulado e tratamento social. A Igreja precisa de obreiros dedicados para este serviço, mas nada acontece se não houver uma liderança comprometida com esta missão.

A casa da Igreja

Ouvi há muito tempo o presidente de uma Igreja dizer: 'O nosso corpo é o templo de Deus, mas o templo é a casa da Igreja'.

Quando vamos receber uma visita programada, arrumamos a sala, damos uma 'geral' nos quartos, banheiros, compramos uns petiscos para um bate-pato, alugamos um bom filme, preparamos um café ou jantar e colocamos uma roupa apresentável. Da mesma forma funciona o ambiente de culto. O visitante precisa ver organização, beleza e perceber que o templo está sendo bem cuidado ou em obras de melhoria. Não foi em vão que Deus orientou a Salomão de como fazer o templo para a Sua glória, adoração e louvor. Devemos aplicar os nossos corações em tudo o que for para glorificar a Deus, Divulgação de Seus feitos, salvação de vidas e nossa edificação.

Conclusão – Colhendo laranjas

Amados, não podemos todos estar em universidades de administração, pedagogia, teologia, sociologia, arquitetura, medicina; também não teremos todos os profissionais necessários arrolados na membresia de nossa Igreja. Vamos então ao exemplo da última aula de cinco minutos do 'seminário de colheita de laranja'. Já que não dispomos de tanto tempo, vamos à pratica enquanto nos qualificamos, Não vamos esperar que estejamos diplomados em recuperação de vidas para depois sairmos em busca das almas. O mundo vem mostrando grandes exemplos para nós: Lavagem no Rio

Ganges, na Índia; Tsumani na Ásia; tumultuo por religiosidade, no Iraque, explosão no metrô, em Londres, Furacão Katrina, em Nova Orleans; escândalo político, no governo brasileiro. Vamos colhes as laranjas do modo que podemos, mas vamos em seguida cuidar apara que sejam aproveitadas e não apodreçam entre outras.

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MISSÕES DE FORMA SIMPLES BASEADO EM SÃO MATEUS

17/05/2005

O Evangelho de Mateus nos traz sérias lições sobre Missões de um jeito bastante simples. O evangelista deixou bem delineado esta tarefa fundamental da Igreja.

INTRODUÇÃO

O nascimento do Missionário-Mor. (1.23).

O missionário João Batista anuncia a chegada do Reino dos Céus. (3.1,2).

Jesus Batiza no Espírito Santo. (3.11).

Jesus limpará a sua Eira (local onde se malha, trilha, seca e limpa cereais e legumes) – queimará os ímpios no fogo eterno (depois do julgamento final). (3.12).

A CHAMADA E O SERVIÇO

Chamada de dois homens para missões desde a conversão, (4.18,19) .

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça. Os missionários estão neste contexto, (5.6.

Os obreiros são: sal da terra e luz do mundo, (5.13-16).

Deve-se ajuntar tesouro nos céus, (6.20).

Quem prioriza o Reino de Deus tem as suas necessidades básicas garantidas, (6.31-33).

Lei da semeadura – em querendo aceitação do pecador ao Evangelho deve-se dar atenção a eles, (7.12).

UM VERDADEIRO TRATADO MISSIONÁRIO

CAPÍTULO 10

Poder sobre as potestades, (1);

A chamada, (2-4);

Projeto missionário: aonde e como fazer, (5,6);

Tema principal da pregação: é chegado o Reino dos céus, (7);

Atividade secundária – milagres, cura, libertação ressurreição de pessoas, (8);

Ética ministerial – sobre os bens, indumentária, proventos, postura, comportamento, educação, (9-15);

O tenebroso quadro social em que vivem os missionários, (16-29);

Título de propriedade dos missionários – até os cabelos são contados, (30,31);

A salvação por confissão pública, (32,33);

A discussão por causa do Evangelho, (34-39);

A qualidade dos galardões, (40-42).

SOBERANIA DIVINA

A soberania de Deus na salvação – 'ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar', (11.27);

Todo pecado e blasfêmia são perdoados, (12.31a).

O pecado sem perdão – blasfêmia contra o Espírito Santo, (12.31b).

APROVEITAMENTO DA MENSAGEM

A semente e os 4 tipos de terrenos: (13.1-8)

1 – Ao pé do caminho – as aves comeram;

2 – Em pedregais - com pouca terra logo nasceu, vindo o sol, queimou-se e secou-se porque não tinha raiz;

3 – Entre espinhos – os espinhos cresceram e a sufocaram;

4 – Boa semente – fruto: 1 a 100, 1 a 60 e 1 a 30.

A PRESENÇA DO JOIO

Boa semente lançada. Por descuido semeiam o joio – têm que crescer juntos até a ceifa quando o joio será queimado e o trigo recolhido, (13.24-30).

CARECTERISTICAS DO REINO

É como a semente de mostarda – da menor das sementes faz-se uma grande hortaliça, (13.31,32).

Como fermento (não confundir com o exemplo negativo em 16.6) – (DABH – elemento capaz de provocar trocas químicas, a fermentação, sem nada ceder de sua própria matéria aos produtos de fermentação, (13.33).

Jesus usava parábolas para falas à multidão, (13.34,35).

O Reino como tesouro escondido – o homem vende tudo que tem e compra o terreno que tem o tesouro, (13.44).

O Reino como pérola preciosa – o negociante vende tudo para comprá-la, (45,46). O reino é seletivo – da rede cheia são tirados apenas os peixes bons, os maus são lançados fora, (13.47-50).

APTIDÃO DOS PREGADORES E MESTRES

Os discípulos de Jesus são capazes de fazer ligação entre o Antigo e Novo testamento (Bíblia, edição pastoral), (13.52).

Jesus fez missões transculturais – Tiro e Sidom, ao norte da Galileia, (15.21-28). Os pregadores, como todos os cristãos, devem saldar os seus compromissos, mesmo questionáveis, a fim de evitar o escândalo, (17.24,27).

RECOMPENSA INDIVIDUAL E ABRÂNGÊNCIA DO REINO

Recompensa - Os trabalhadores na vinha - Jornada, uma moeda de prata por dia para o trabalho até às 18 horas. Turma contratada de madrugada, outra às 9h, 12h, 15h, 17h, respectivamente. O pagamento igual para todos. (20. 1-16)

A abrangência do Evangelho – para testemunho a todas as Nações (versão trilíngue), (24.14).

Recompensa - Distribuição de talentos: 5, 2 e 1. Quem investiu ganhou, quem não investiu, até o que tinha perdeu para quem investiu mais. Quem não investiu perdeu até o pouco que tinha. (25.14-30);

CONCLUSÃO

O livro de Mateus é tão missionário que termina citando o mandamento de Cristo sobre a tarefa fundamental da Igreja.

'Portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século' (Mt 28.19,20).

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MISSÕES NO LOCAL DE TRABALHO

Como ganhar para Jesus um profissional fazendo analogia

INTRODUÇÃO

Todas as vezes que comento sobre missões tenho o cuidado de dizer que 'missões' não é uma palavra no plural, nem de significado engessado; é um termo de 'teologia de missões' ou teológico que tem significados diferentes de acordo com a visão de cada escola. Gosto dos três significados que aprendi e que parecem ser bastante abrangentes: transcultural, local e autóctone.

Missões

1. Missões transcultural - Levar o Evangelho ultrapassando uma barreira cultural

2. Missões locais - Pregar onde o Evangelho não está disponível;

3. Missões autóctones - Pregar na própria Terra com recursos externos

'Fazer missões' é pregar o Evangelho.

Jesus disse: 'E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura' (Mc 16.15).

Um escritor de Cristo.at, falando de missões e relacionamentos alerta para que não priorizemos a marca da Igreja; ele diz:

'Fazer Missões deve promover o Evangelho, não os 'evangélicos'. Somos chamados para fora! E não para levar nossas placas, nossos modelos pré-estabelecidos para um mundo plural, colorido, cheio de belezas culturais diversas! Por melhor que sejam nossos métodos, eles não se aplicam a tudo'. Texto de dmoraes@jocum.org.br. Disponível em: http://cristo.at/texto.asp?id=5681

Ser missionário é obrigação de todos.

Jesus nos tirou das trevas para a Sua luz para que produzamos frutos, Ele disse: 'Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda' (Jo 15.16).

Do Cristo.at retirei uma citação que diz que ser missionário não é privilégio de algumas pessoas:

Ser missionário não é privilégio de determinadas pessoas, mas a essência de ser cristã: 'Anunciar o evangelho é necessidade que se me impõe'. (I Coríntios 9:16). É um compromisso de toda a comunidade que vive e transmite a sua fé. 'Nenhuma comunidade cristã é fiel à sua vocação se não é missionária'.

Ser missionário não é só percorrer grandes distâncias, ir para outros continentes, mas é a difícil viagem de sair de si, ir ao encontro do outro, ir ao encontro do 'diferente', ir ao encontro do marginalizado – o preferido de Jesus.

O evangelismo 'com renovado ardor missionário' exige que a pregação do evangelho responda aos 'novos anseios do povo'. (...)Extraído do Boletim nº.35/2003 da I.P.Vila Pinheiro, Jacareí-SP. Disponível em http://cristo.at/texto.asp?id=6125 copiado em 23/07/2008.

COMO 'FAZER MISSÕES' NO LOCAL DE TRABALHO

Considerando que, fazer missões é levar o Evangelho a todo mundo, não é privilégio de alguns e é um mandamento de Jesus, então vamos tratar delimitar este assunto em missões no local de trabalho.

Sabemos que o brasileiro tem fama de ter muitas habilidades. Não seria diferente na tarefa de evangelização para o crente. Os crentes que amam a Jesus têm prazer em divulgar a Sua Palavra e se usar a sua criatividade, mesmo não sendo exímio profissional poderá conhecer alguma coisa do que ele faz para usar como analogia com os assuntos bíblicos. Paulo soube muito bem usar a sua habilidade. Disse o apóstolo: 'Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns' (1 Co 9.22).

Então, vamos observar algumas profissões e fazer algum paralelo entre as atribuições do profissional e alguns pontos da Bíblia Sagrada.

No site do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE encontrei na Classificação Brasileira de Ocupações – CBO mais de dez mil títulos profissionais de A-Z distribuídos da seguinte forma: a 1200, b 167, c 1211, d 505, e 714, f 304, g 386, h 25, i 236, j 52, l 208, m 1045, n 29, o 1045, p 1074, q 46, r 245, s 558, t 1154, u 5, v 122, x 5, y 1, z 8.

Vamos usar apenas algumas profissões retiradas do 'Grande Grupo' para mostrar como podemos aproveitar os nossos ambientes de trabalho para falarmos do amor de Cristo fazendo analogias entre as profissões e o Evangelho com a operação do Espírito Santo.

Obviamente que o crente não vai pregar em momento inadequado; a mensagem do Evangelho deve edificar e não causar desordem ou atrapalhar o desempenho de um profissional, O evangelizador tem os intervalos para pregar.

MEMBROS DAS FORÇAS ARMADAS, POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES

Sargento do FAB

Os membros da Força Aérea Brasileira tem como missão 'manter a soberania no espaço aéreo nacional com vistas à defesa da pátria'.

Ao amigo militar o crente pode citar Paulo que foi um defensor da soberania de Cristo e do Evangelho 'Mas outros, por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho' (Fp 1.17).

Cabo PM

Segundo o Art 144, V, Parágrafo 5 'às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública...'.

Para evangelizar um PM o evangelizador pode citar '... se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela' (Sl 127.1b). Com base neste versículo deve dizer ao militar que ele deve, além de optar pela salvação, contar também com a proteção de Deus no seu trabalho.

Soldado Bombeiro

Missão: Art 144, V, Parágrafo 5 '...aos corpos de bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil'

Entre tantas atividades, os bombeiros são chamados para retirar pessoas dos escombros, muitas vezes em prédios que desabaram por falha estrutural ou por serem antigos. O crente deve citar o que o salmista disse, referindo também ao corpo, templo do Espírito Santo.: 'Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam... ' (Sl 127.1a) SE o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam

MEMBROS SUPERIORES DO PODER PÚBLICO, DIRIGENTES DE ORGANIZAÇÃO DE INTERESSE PÚBLICO E DE EMPRESAS, GERENTES

Diretor de sindicato de trabalhadores

'Defendem interesses e identificam demandas de associados e representados; administram e representam entidades; coordenam assistência a associados e representados; propõem políticas de atuação e mobilizam associados e representados' (CBO)

Um líder sindical geralmente tem grande poder de persuasão, ele consegue em uma greve, convencer a categoria a não trabalhar. O missionário pode dizer para ele que Jesus deseja salvá-lo para depois fazer dele um grande líder espiritual. Pode citar a ocasião em que Jesus falou por parábola a respeito da grande festa. 'E disse o senhor ao servo: Sai pelos caminhos e valados, e força-os a entrar, para que a minha casa se encha' (Lc 14.23)

Superintendente de marketing - Vice-presidente de marketing

Atuam na definição do planejamento estratégico da empresa; definem e executam plano de marketing e vendas; gerem a qualidade da venda. Participam da definição de políticas de recursos humanos. Comunicam-se primordialmente para disseminar informações ao público de interesse da empresa. (CBO)

'O marketing se originou para atender as necessidades de mercado, mas não está limitado aos bens de consumo. É também amplamente usado para 'vender' idéias e programas sociais. Técnicas de marketing são aplicadas em todos os sistemas políticos e em muitos aspectos da vida'

Deus operou maravilhas no meio do Seu povo para abençoá-lo e ser conhecido entre todas as Nações, como diz o salmista: 'Anunciai entre as nações a sua glória; entre todos os povos as suas maravilhas' (Sl 93.3). Ao falar de Jesus para um profissional de marketing o crente tem oportunidade de fazer vários tipos de comparações entre o que este faz para o crescimento da empresa com o que Deus quer fazer usando a sua instrumentalidade.

Diretor de instituição educacional da área privada/ pública

Planejam e avaliam atividades educacionais; coordenam atividades administrativas e pedagógicas; gerenciam recursos financeiros; participam do planejamento estratégico da instituição e interagem com a comunidade e com o setor público. (CBO)

A maioria dos diretores de entidades educacionais é formada nas em algumas áreas de nível superior. É um grupo composto de profissionais experientes que, se convertidos, tornam-se importantíssimos na estrutura de uma Igreja; na direção da Escola Bíblica Dominical, na direção de seminários e faculdades teológicas.

Os crentes missionários são pescadores e ao evangelizar devem estar conscientes que os seus ouvintes são 'peixes' e devem ser pescados cada uma na forma adequada. Não se pesca tubarão com anzol. Então o crente deve usar a sua habilidade e aplicar a profissão do ouvinte no seu método de evangelização. O diretor de uma instituição de ensino precisa conhecer o que disse Daniel: 'Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça, como as estrelas sempre e eternamente.' (Dn 12.3)

PROFISSIONAIS DAS CIÊNCIAS E DAS ARTES

Perito criminal

Elaboram laudo pericial criminal, organizando provas e determinando as causas dos fatos. Examinam locais de crime, buscando evidências, selecionando e coletando indícios materiais e encaminhando peças para exames com ou sem quesitos. Reconstituem fatos, analisam peças, materiais, documentos e outros vestígios relacionados a crimes, fotografando e identificando as peças e materiais e definindo tipo de exame. Efetuam medições e ensaios laboratoriais, utilizando e desenvolvendo técnicas e métodos científicos. (CBO).

No Art. 180 do Código de Processo Penal diz:

'Se houver divergência entre os peritos, serão consignadas no auto do exame as declarações e respostas de um e de outro, ou cada um redigirá separadamente o seu laudo, e a autoridade nomeará um terceiro; se este divergir de ambos, a autoridade poderá mandar proceder a novo exame por outros peritos'.

Como pode ser visto do artigo 180, um laudo pericial pode conter dubiedade de interpretação, o que o torna contestável. O perito precisa saber que a justiça de Deus é perfeita, portanto não sujeita a contestação. Todas as coisas são patentes aos olhos do SENHOR e nada Lhe fica oculto. Jesus falou: '... porque nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se' (Mt 10.26)

Matemático

Elaboram modelos matemáticos e lógicos, identificando problemas e situações de interesse, selecionando métodos e técnicas, criando métodos, descrevendo modelos em linguagem matemática, processando simulações computacionais, validando, documentando, implementando e refinando modelos. Realizam atividades de pesquisa em matemática, tratam dados e informações, desenvolvem produtos e sistemas, executam auditoria atuarial. Podem dar aulas e prestar consultorias técnicas. (CBO).

Todos os matemáticos que conheci amam o que fazem por ser uma ciência exata. Ao evangelizar um matemático o evangelizador pode dizer-lhe que na matemática de Deus pode-se multiplica o zero e obter um resultado positivo. Isaías. Sobre o Todo-Poderoso disse: 'Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor' (Is 40.29).

Biólogo

Estudam seres vivos, desenvolvem pesquisas na área de biologia, biologia molecular, biotecnologia, biologia ambiental e epidemiologia e inventariam biodiversidade. Organizam coleções biológicas, manejam recursos naturais, desenvolvem atividades de educação ambiental. Realizam diagnósticos biológicos, moleculares e ambientais, além de realizar análises clínicas, citológicas, citogênicas e patológicas. Podem prestar consultorias e assessorias. (CBO).

Aos biólogos podem dirigir uma palavra dentro do universo que ele desenvolve. Será impactante para o biólogo ouvir alguém dizer que todo o seu trabalho tem uma origem: Deus, o criador de todos os seres vivos que ele estuda.

'Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez' (Jo 1.3)

PROFISSIONAIS DA ÁREA DE SAÚDE E AFINS

Médicos

Estive realizando o meu exame médico periódico em julho de 2008 e percebi que o médico me atendia com o rosto apresentando sinais de abatimento, com as mãos na cintura e em pé junto a sua mesa onde tinha o computador que usava. Ele me disse que estava com grandes dores de coluna e que estaria no dia seguinte internando-se para uma cirurgia. Aproveitei para testemunhar a cura divina realizada da vida da minha esposa. Ele admitiu que Deus cura enfermidades que a medicina não consegue.

Os crentes têm usado bastante o Jeová Rafá, o Deus que cura, em sua pregações juntos SOS hospitais e diante dos médicos. 'E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo' (Mt 9.35)

Cirurgiões-dentistas

O dentista conhece bem o que significa ranger de dentes; ninguém tem prazer e promover atrito entre eles. Com amor e cuidado o crente pode levar uma palavra da parte de Deus para um dentista citando o ranges de dentes dos que não forem alcançados pela salvação.

'Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será na consumação deste mundo. Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniquidade. E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes' (Mt 13. 40-42.

Veterinários e zootecnistas

Talvez o veterinário que você conheça ou trabalhe para ele nunca tenha ouvido falar claramente de Jesus. Seria uma boa iniciativa dizer-lhe que Deus criou todos os animais.

'E Deus criou as grandes baleias, e todo o réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies; e toda a ave de asas conforme a sua espécie (...)E fez Deus as feras da terra conforme a sua espécie, e o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom.' (Gn 1.21,25)

Farmacêuticos

Os farmacêuticos estão acostumados a lidar com vários medicamentos inclusive para cura de novas doenças que aparecem. O missionário pode dizer para ele que virá um dia onde não mais haverá doentes e portanto não se precisará mais de farmacêutico; este estará, se receber Jesus no coração, junto com o SENHOR num lugar de prazer e delícias. Ezequiel escreveu: 'E junto ao rio, à sua margem, de um e de outro lado, nascerá toda a sorte de árvore que dá fruto para se comer; não cairá a sua folha, nem acabará o seu fruto; nos seus meses produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário; e o seu fruto servirá de comida e a sua folha de remédio' (Ez 47.12)

Enfermeiros

Seria uma bela surpresa para um profissional de enfermagem saber que Jesus citou em uma parábola um serviço de enfermagem quando falava do 'próximo':

E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto. E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo. E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão; E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele (Lc 10.30-34)

Profissionais da fisioterapia e afins

Recentemente visitei durante uns 60 dias visitei 50 vezes duas clínicas de fisioterapia. Na tentativa de encontrar um atendimento personalidade percebi que em todas as unidades de tratamento estavam superlotadas. As pessoas têm sido acometidas de enfermidades que atingem os seus corpos.

Uma boa mensagem para um fisioterapeuta é falar do Jesus que cura um paralítico. 'E achou ali certo homem, chamado Enéias, jazendo numa cama havia oito anos, o qual era paralítico. E disse-lhe Pedro: Enéias, Jesus Cristo te dá saúde; levanta-te e faze a tua cama. E logo se levantou' (At 9. 33,34)

Nutricionistas

O mundo conta com vários profissionais da área de nutrição; todos preocupados com a boa alimentação e cuidados no tratamento dos alimentos. Existem muitos temas bíblicos para ser usado na evangelização destes profissionais: o maná no deserto, uma comida excelente que desceu do céu (Ex 16.31); a multiplicação dos pães nos dias de Jesus (Mt 14. 17-19); a previsão de alto preço do trigo e da cevada (AP 6.6). Mas um tema especial é sobre o pão, Jesus, que alimenta a alma. Disse Jesus: 'Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo' (Jo 6.51).

Fonoaudiólogos

Podemos falar para os fonoaudiólogos que os nossos ouvidos, ainda que possam estar com indício deficiência ou com a percepção de algum ruído estranho, estes mesmos ouvidos ouvirão a voz do SENHOR, e então ele precisa de conhecer o Jesus que é o caminho da salvação. O salmista disse: 'Escutai a minha lei, povo meu; inclinai os vossos ouvidos às palavras da minha boca.' (Sl 78.1)

TRABALHADORESDE SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS

Escriturários

Podemos dizer para quem trabalho com qualquer tipo de escritura ou arquivo que Deus tem o controle de todos os nomes daqueles que vão entrar no céu. Devcemos indicar o meio de se ter o nome escrito npo Livro da Vida. João escreveu: 'O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.' (Ap 3.5)

TRABALHADORES DOS SERVIÇOS, VENDEDORES DO COMÉRCIO EM LOJA E MERCDOS

Demonstrador de mercadorias

Vendem mercadorias em estabelecimentos do comércio varejista ou atacadista, auxiliando os clientes na escolha. Registram entrada e saída de mercadorias. Promovem a venda de mercadorias, demonstrando seu funcionamento, oferecendo-as para degustação ou distribuindo amostras das mesmas. Informam sobre suas qualidades e vantagens de aquisição. Expõem mercadorias de forma atrativa, em pontos estratégicos de vendas, com etiquetas de preço. Prestam serviços aos clientes, tais como: troca de mercadorias; abastecimento de veículos; aplicação de injeção e outros serviços correlatos. Fazem inventário de mercadorias para reposição. Elaboram relatórios de vendas, de promoções, de demonstrações e de pesquisa de preços (CBO)

Os vendedores, muitas vezes tem que oferecer um produto que não é de boa qualidade. O crente que quer pregar para um amigo da loja ou quen trabalha em venda de algum produto, deve dizer para ele que o Evangelho é um produto valorizadíssimo, aprovado por Deus e que atende totalmente às necessidades de quem o possua. Diga para ele que, além de ser de alta qualidade, tem um preço especial: De graça Isaías escreveu: 'Ó vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.

TRABALHADORES AGROPECUÁRIOS, FLORESTAIS E DA PESCA

Produtor agrícola polivalente

Planejam e administram unidade de produção. Preparam solo, plantam culturas e realizam tratos culturais. Colhem e comercializam produtos agrícolas (CBO).

Os profissionais que trabalham com agricultura tem grande senso de dependência. Eles sabem que a bênção da vida não é meramente uma casualidade, por isso eles nunca subestimam a Terra. O evangelizador tem um campo vastíssimo para rabalhar uma mensagem especial para passar a este trabalhador.

Os agricultores sabem muito bem o que significa enre a plantação uma planta estéril, assim podemos usar a parábolo do joio. 'Ele, porém, lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele. Deixai crescer ambos juntos

até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro' (Mt 13. 29.30).

Pescador artesanal de peixes e camarões

Realizam pesca artesanal e captura de crustáceos (exceto camarão e lagosta). Despescam rede e espinhel, possibilitando o preparo e a comercialização do pescado. Constroem, mantêm e conduzem embarcações de pequeno porte (CBO).

O pregador é um pescador de almas. Os pescadores de peixes conhecem toda a dificudade de uma pescaria, assim saberá entender uma mensagem com parativa com a sua profissão. Ele ficará animado ao saber que Jesus usou a profissão dele para compoarar com os evangelizadores. 'E Jesus lhes disse: Vinde após mim, e eu farei que sejais pescadores de homens.' (Mc 1.17)

TRABALHADORES DA PRODUÇAO DE BENS E SERVIÇOS INDUSTRIAIS

Pedreiro de edificações

Organizam e preparam o local de trabalho na obra; constroem fundações e estruturas de alvenaria. Aplicam revestimentos e contra pisos (CBO)

Existem diversos temas que podem ser usados para evangelizar os profissionais da construção civil. Paulo chamou os crentes de edifícios. 'Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus' (1 Co 3.9).

Ao regar para um pedreiro, por exemplo, o crente pode argumentar sobre a qualidade do seu trabalho e citar uma edificação firme que Jesus exemplificou.

Qualquer que vem a mim e ouve as minhas palavras, e as observa, eu vos mostrarei a quem é semelhante: É semelhante ao homem que edificou uma casa, e cavou, e abriu bem fundo, e pôs os alicerces sobre a rocha; e, vindo a enchente, bateu com ímpeto a corrente naquela casa, e não a pôde abalar, porque estava fundada sobre a rocha. Mas o que ouve e não pratica é semelhante ao homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a corrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa. (Mt 6. 47-49)

TRABALHADORES EM SERVIÇOS DE REPARAÇÃO E MANUTENÇÃO

Mecânico de manutenção

Realizam manutenção em bombas, redutores, compressores, turbocompressores, motores a diesel (exceto de veículos automotores), bombas injetoras e turbinas industriais. Reparam peças; ajustam, lubrificam, testam e instalam equipamentos industriais. Elaboram documentação técnica, inclusive registros de ocorrências. Trabalham em conformidade a normas e procedimentos técnicos, de segurança, qualidade e de preservação ambiental (CBO)

Uma das rotinas do mecânico é tratar do material e equipamentos preservando-os contra a oxidação. Pude muitas vezes fazer as minhas tarefas enquanto comparava

com termos bíblicos. Em termos de oxidação podemos falar com o mecânico que Deus quer tirar as arestas de sua vida; dar polimento emocional; engrenar a sua vida social; substituir os velhos elementos que atrapalham o mecanismo de sua vida; trocar o combustível alcoólico pela água do espírito; retirar a ferrugem que apareceu pela inércia.

Pode-se dizer ao mecânico que a sua atitidade existe graças ao desgaste dos materiais e que no céu nada se deterioriza. Repita para ele o que disse Jesus: 'Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam' (Mt 6. 19,20),

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A IMPORTÂNCIA DO DISCIPULADO

Ganhar uma alma significa conduzir uma pessoa para Cristo; a conversão coloca o pecador em condição de cidadão dos céus, mas não lhe garante a 'esperada' mudança de vida social.

Quando pregamos o Evangelho com a marca de nossa Igreja, distribuímos folhetos carimbados ou o convidamos para o culto na 'nossa' denominação, estamos na verdade querendo que o novo-convertido seja um membro da sociedade religiosa, uma Igreja Local.

Para termos o novo-convertido com mudança em sua aparência, em sues costumes e em seu caráter, é necessário algo a mais que uma simples ou difícil evangelização; é necessário o exercício do discipulado.

Discipular é algo mais difícil do que 'ganhar' uma alma para Jesus; isto porque o ato 'pregar ou 'ganhar' uma alma pode ser comparado com uma pescaria que, uma vez usando dos recursos certos, tem-se um bom resultado; ao passo que, discipular é tratar o indivíduo; este por desconhecer o Evangelho, tinha práticas completamente diferentes dos costumes dos membros da igreja que escolheu. Discipular e acompanhar o duro processo da metamorfose; é a passagem de peixe para ovelha.

Paulo Ricardo, escrevendo em 'Editorial' do site www.discipulado.com.br fez algumas considerações em sete tópicos a respeito do relacionamento de discipulado. Sintetizados dizem:

A ordem que temos é fazer discípulos, e não somente converter pessoas.

A função do discipulado não é 'tratar' as pessoas; É levar as pessoas a se 'espelharem' na vida de Cristo.

O principal objetivo do discipulado é levar o discípulo a crescer; levar o discípulo a ter sua experiência com o Pai; levar o discípulo a ter relacionamento com o Espírito Santo.

O discipulado é dinâmico quando o discípulo ganha com isso e cresce. Ser discípulo implica em crescer porque crescer faz parte da dinâmica da vida.

A relação do discipulado é baseada numa relação de paternidade.

A autoridade do discipulado não é uma escala de valor, e sim uma escala de serviço (...) Nesse relacionamento não pode haver autoritarismo, nem imposição, tampouco manifestações pessoais sobre o discípulo.

Nesse relacionamento não há espaço para 'preferências'. (...) O discipulado é uma relação de paternidade. Ninguém tem a preferência sobre o outro

Primeira: A ordem que temos é fazer discípulos, e não somente converter pessoas. O convertido é diferente do discípulo. O convertido é o que passou pela porta; o discípulo é o que está no caminho, entre a porta e o alvo, sendo transformado e sendo tratado pelo Senhor. Digo isso porque alguns consideram que 'ganhar' pessoas é o principal objetivo do discipulado. Jesus, no evangelho de Mateus (28:18-20) nos exorta a pregarmos o evangelho, mas também a cuidarmos das pessoas. Ensinando aos que ganhamos a guardarem o que receberam.

Segunda: A função do discipulado não é 'tratar' as pessoas; É levar as pessoas a se 'espelharem' na vida de Cristo. O discipulado não é uma sessão de terapia psicológica. O discipulador deve entender que o discípulo só crescerá se o Senhor estiver envol

Terceira: O principal objetivo do discipulado é levar o discípulo a crescer; levar o discípulo a ter sua experiência com o Pai; levar o discípulo a ter relacionamento com o Espírito Santo. Jesus é o caminho. Caminhar no caminho é experimentar no dia-a-dia a vida de Cristo. E a função do discipulado é 'provocar' esse relacionamento entre o discípulo e Cristo.

Quarta: O discipulado é dinâmico quando o discípulo ganha com isso e cresce. Ser discípulo implica em crescer porque crescer faz parte da dinâmica da vida. Paulo disse aos Gálatas que eles deveriam ser mestres, ou seja, eles deveriam ter crescido. Crescimento não é tempo de reino. Crescimento está relacionado á maturidade, ou seja, se parecer com Cristo. Temos que nos preocupar se temos pessoas conosco, há anos, que não saem do mesmo lugar. Todo discípulo que tem uma experiência pessoal com o Senhor, cresce.

Quinta: A relação do discipulado é baseada numa relação de paternidade. São pessoas, que estavam sozinhas, no mundo, desorientadas, e que encontraram no seio da igreja, homens e mulheres dispostos a darem suas vidas. Isso é uma relação de pais e filhos. Não há espaço para reuniões formais que estejam fora do contexto familiar. Não há espaço para individualismo, nem caminhadas solitárias.

Sexta: A autoridade do discipulado não é uma escala de valor, e sim uma escala de serviço. Em I Pedro 3:7 Paulo diz que o homem é o cabeça da mulher, mas ambos, são herdeiros da graça. Assim é o discipulado. De maneira nenhuma a nossa visão pode permitir que no discipulado alguém exerça senhorio sobre o outro. O correto é que no discipulado um ensine e o outro aprenda. É transmissão de vida, não de poder. Nesse relacionamento não pode haver autoritarismo, nem imposição, tampouco manifestações pessoais sobre o discípulo.

Sétima: Nesse relacionamento não há espaço para 'preferências'. O discipulador não tem a preferência de ser 'procurado'. Não deve haver frases do tipo: 'É o discípulo quem corre atrás... É o discípulo quem procura o discipulador...' Precisamos entender que o discípulo deve correr atrás de Cristo. E somente. O discipulado é uma relação de paternidade. Ninguém tem a preferência sobre o outro. O discipulador deve procurar o

discípulo por ter um coração de 'pai'. Por outro lado, o discípulo deve procurar seu discipulador por entender que necessita de alguém que o oriente e o ajude na sua caminhada. É uma relação de mão dupla.

Fazer discípulos é uma missão da Igreja. Gosto de uma versão que ouvi na pregação do saudoso pastor Túlio Barros que pregou no lançamento da pedra fundamental da Assembleia de Deus em Todos os Santos, que disse: 'A Igreja Verdadeira tem que ter a mesma visão da Raquel que disse: ‘Dá-me filhos ou senão morro’' (Gn 30.1).

Têm-se notícias de Igrejas que não crescem numericamente. É bem verdade que existem muitas explicações para isto. São Igrejas que se estabeleceram em áreas de exploração mineral, pesca, construção de portos, etc. Estas Igrejas obviamente não terão crescimento numérico; a extração tem o seu fim, a pesca pode se tornar inviável de grandes obras como portos podem fazer da região um local inapropriado para Igrejas, assim elas não terão crescimento numérico.

A preocupação dos Líderes evangélicos, no entanto, tem acontecer quando a Igreja está bem localizada, com crescimento populacional e nas outras co-irmãs havendo crescimento. Neste caso, diferente do anterior, a liderança precisa aplicar os seus corações aos caminhos que o SENHOR desenhou como prioridade da Igreja e que Paulo recomendou a Timóteo: 'Conjuro-te,, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina' (2 Tm 4.1-2).

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COMO FAZER DISCÍPULOS?

Os escritores da Escola Superior de Guerra Missionária dizem que para se fazer discípulo, O primeiro passo é ser discípulo:

O primeiro passo é ser discípulo. Vem ao caso tudo que já se expôs a esse respeito. Tudo o mais está resumido em Mateus 28:20: 'ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado'. Discipular implica em ensinar. Ensinar o quê? Ensinar a guardar, isto é, obedecer. Obedecer o quê? Obedecer todas as coisas que Jesus ordenou. Como ninguém vai obedecer coisa que ignora, é necessário primeiro ensinar as próprias coisas que Jesus ordenou--nada melhor nesse sentido do que seguir o exemplo de Paulo, ensinando 'todo o conselho de Deus' (Atos 20:27).

Será que se faz assim na maioria das nossas igrejas? Não é mais mensagens evangelísticas que se ouvem? Mas pregação evangelística é praticamente inútil para crente. Ele vai fazer o quê, salvar-se de novo cada domingo? Ali está um crente que tem frequentado a igreja dominicalmente durante vinte anos; mais uma vez ele vai e escuta o quê--ele ouve pela milésima vez como é que se salva. Mas ele já está salvo! Essa pregação é sem valor para ele; entrou com fome e sai com fome do mesmo jeito. Que tragédia! Comida de bode não serve para ovelha! (Refiro-me a crente e incrédulo,

assim como em Mateus 25:33.) No entanto, se têm 300 ovelhas e três bodes num culto, já viu! A pregação vai em cima dos três bodes. E se têm 300 ovelhas e nenhum bode--a pregação vai em cima dos bodes que não estão! É ou não é? Meus amados irmãos, comida de bode não serve para ovelha. Agora, comida de ovelha bode também pode comer. Se o pastor oferece uma refeição farta, bem preparada e temperada, pode dar vontade de comer em qualquer bode. Será que não? Mas o principal é que as ovelhas saiam bem alimentadas. Afinal, o negócio é fazer discípulos, e é esse o enfoque que deveria dominar os nossos cultos.

Costumo dizer que uma pessoa que dá a mão para resgatar alguém que esteja em um buraco deve estar em patamar acima dele, ao contrário não poderá estender a mão para acudi-lo. Também não se pode ensinar o que não se conhece, muito menos convencer alguém de algo que não vive. Assim discipular é ensinar para que aprendam; os evangelizadores devem ser de primeiramente discípulo de Jesus; tem que aprender com o Mestre e exercitar os ensinamentos distribuindo a mensagem do Evangelho para os pecadores.

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MISSÕES, UMA TAREFA PARANÓS.

O COMEÇO DO MUNDO EM SANTIDADE E QUEDA

A criação perfeita

Deus criou o homem e a mulher perfeitos e os fez participantes de Sua glória, esperando deles a adoração. Foi assim por um tempo na vida de Adão e Eva até que o pecado achou espaço na vida deles.

A entrada do pecado

Com a desobediência do casal o pecado foi consumado, (Gn 3.6).

As consequências imediatas pelo pecado

Adão e Eva se escondem de Deus, (Gn 3.7); tentam se justificarem por si mesmos, (Gn 3.12,13).

A primeira promessa de redenção

Logo em seguida ao pecado, Deus mostra que não há como escapar do mal proveniente do delito e por misericórdia promete a vinda de Jesus Cristo pela primeira vez, (Gn 3.15).

O IMPÉRIO DA MALDADE

Uma expulsão dolorosa

Com a entrada do pecado (desobediência a uma ordem) o contato próximo que havia entre Criador e criatura ficou impraticável, pois a luz e as trevas não podem existir juntas. O SENHOR 'precisou' expulsar a família adâmica do Seu jardim e tendo isto feito colocou ali querubins. 'E, havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida'(Gn 3.24).

A entrada da maldade

Os primeiros habitantes da terra presenciaram o crime, poligamia, maldade, corrupção e aumento continuado do pecado, 'E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente' (Gn 6.5).

PROTÓTIPO

O primeiro projeto de salvação: A limpeza pela água

Deus não estava feliz com a situação da humanidade e providenciou uma limpeza através do dilúvio, que deixou apenas oito membros da família de Noé, 'Porque eis que eu trago um dilúvio de águas sobre a terra, para desfazer toda carne em que há espírito de vida debaixo dos céus: tudo o que há na terra expirará. Mas contigo estabelecerei o meu pacto; e entrarás na arca, tu e os teus filhos, e a tua mulher, e as mulheres de teus filhos contigo'(Gn 6.17,18).

Ao saírem da Arca Deus fez pacto com Noé e garantindo o ciclo de vida na terra enquanto ele durar, 'Enquanto a terra durar, sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite não cessarão' (Gn 8.22).Usando um simbolismo maravilho – o arco-íris – que é o resultado da incidência de luz em água pulverizada refletindo as cores do espectro solar, O Criador afirma que não mais destruirá o mundo da forma como fez.

O RECOMEÇO DO MUNDO EM PECADO

Uma humanidade completamente orientada

A população mundial logo após o dilúvio era quatro vezes maior do que a inicial. Esta nova fase contava com oito pessoas não santas como as primeiras, mas pecadoras, subjugadas pelo pecado do primeiro casal (pecado original). Embora tivesse conhecimento de Deus, não poderia contar com outra sorte, experimentou embriaguez, nudez, zombaria, constrangimento e maldição de servidão. Tudo por conta do pecado.

O mundo falava a mesma língua

No tempo em que a terra era de uma mesma língua e de uma mesma fala, (Gn 11.1), o povo achou um vale em Sinar e resolveram contraditar a ordem de Deus, (Gn 9.1), projetando e começando a construir uma torre para que não se espalhassem por sobre a face da terra, 'E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra' (Gn 11.4).

Deus age para que o Seu intento prevaleça

Deus não pode ter os seus planos obstruídos. 'Bem sei eu que tudo podes, e nenhum dos teus pensamentos pode ser impedido' Jo 42.2. Todas as vezes que o homem tentar impedir um propósito de Deus, fatalmente terá que arcar com as consequências e no caso da construção da torre, No caso da turma de Ninrode, Deus agiu de forma maravilhosa e estupenda, confundindo os construtores tocando na maior ferramenta que tinham: o idioma, (Gn 11. 6,7).

O homem não soube aproveitar a unidade idiomática

Contando apenas com um idioma e uma única, diminuta e santa família produzida pelo próprio Criador, a humanidade não permaneceu em retidão com Deus, isto por causa da figura inseparável do cenário por enquanto, o Adversário-Mor. Mais tarde, mesmo depois de presenciar a grandeza do poder de Deus que extirpou da terra todas as famílias não diretas de Noé, a humanidade caiu no erro e se afastou de Deus.

O CONCERTO FAMILIAR

O Plano se salvação através de uma família

Havendo Deus espalhado o homem por sobre a terra e com a criação de muitos idiomas, não teria outra forma de trazer a Sua criatura se volta a não ser através de uma família, uma cultura e uma Nação. Tudo isso Deus encontrou em Abrão 'E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção e abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra' (Gn 12.2,3).

O plano familiar tem seguimento

A Bênção advinda de Abraão passou por Isaque, Jacó e seu filho Judá que recebeu a profecia de Jeová do nascimento de Jesus na sua linhagem, (Gn 49.10); José, o amado de Raquel (aquela que disse: dá-me filho ou se não, morro), governador terra que acolheu o seu povo, Egito e chegou a Moisés que recebeu de Deus a incumbência de levar o povo à terra prometida, (Ex 3.7-10), depois de quatrocentos e trinta anos de servidão, (Ex 12.40).

UMA NAÇÃO COMO MODELO

Israel é nomeada uma nação sacerdotal

Durante a caminhada rumo a terra prometida, Moisés recebeu de Deus todas as informações necessárias para fazer de Israel uma Nação sacerdotal e perfilá-la dentro de um padrão ético de santidade 'E vós me sereis reino sacerdotal e povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel' (Ex 19.6). Para lidar com as coisas santas da casa de Deus, foi constituído o ofício sacerdotal a ser desenvolvido pelos levitas, Números 'Mas tu e teus filhos contigo guardareis o vosso sacerdócio em todo o negócio do altar, e no que estiver dentro do véu, isto administrareis; eu vos tenho dado o vosso sacerdócio em dádiva ministerial, e o estranho que se chegar morrerá' (Nm 18.7).

MODELO QUEBRADO

Israel não consegue cumprir a sua missão

Israel falhou na tarefa que lhe foi confiada e não conseguiu se manter dentro do padrão estabelecido por Deus. Depois de tomar posse da terra, o povo contendeu por diversas vezes com o SENHOR; ao murmurar 'E murmurastes nas vossas tendas e dissestes: Porquanto o SENHOR nos aborrece e nos tirou da terra do Egito para nos entregar nas mãos dos amorreus, para destruir-nos' (Dt 1.27); ao pedir um rei como as outras Nações 'e disseram-lhe: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora, um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações' (1 Sm 8.5); Ao desviar da lei e oferecer sacrifícios a outros deuses, (Jr 19.1-7). Como consequência de todas as desobediências este povo foi massacrado pela presença de reis e impérios que o subjugaram.

O esplendor da filosofia

Depois de Malaquias (provavelmente a última mensagem do Testamento Antigo), o mundo viveu um bom período sem a manifestação profética. Neste período estava em pleno esplendor a filosofia helênica que exerceu grande influência no Império Romano que veio a dominar a região na época do nascimento de Cristo.

O PLANO FINAL E EFICAZ

Jesus Cristo dá exemplo e forma discípulos

Cumprido as muitas profecias bíblicas nasceu o Salvador Jesus Cristo que desenvolveu o seu ministério operando milagres e substituindo a dura Lei pela Graça salvadora. Com os dias de vida contados, o SENHOR formou seus discípulos em exímios ganhadores de alma deixando-os avisados de tudo o que viria acontecer por muitos séculos até que o período da Graça, ampliado por Ele se findasse.

A promessa do Consolador

Tendo que ir assunto aos céus Jesus alentou os seus servos dizendo que era necessário que Ele subisse para que o Consolador se manifestasse 'Todavia, digo-vos a verdade: que vos convém que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei`' (Jo 16.7).

Jerusalém, o ponto de encontro

Ao deixar as últimas considerações antes de ir para a destra do Pai, Jesus orientou que os seus discípulos fossem e não se ausentassem de Jerusalém até que do alto recebessem a promessa de Deus, 'E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes'. (At 1.4).

Promessa de evangelização mundial

As palavras de Jesus de maior dificuldade de entendimento talvez seja: 'Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da

terra' (At 1.8). Aqueles servos de Deus, talvez não entenderam como pregariam a partir de Jerusalém simultaneamente para diversos representantes do mundo, mas obedientemente foram para lá.

O Evangelho alcança simultaneamente aos dispersos de diversas partes do mundo

Ao se cumprir o Dia de Pentecoste (ou festa das semanas ou ainda festa dos primeiros frutos) comemoração judaica anual, Jerusalém contava com judeus que residiam em diversas partes do mundo, (At 2.9-11), e estavam naquela cidade cumprindo o ritual. Ao descer o Espírito Santo em forma de diversas línguas, (At 2.3), iguais àquelas da terra aonde moravam aqueles visitantes judeus helenistas, (At 2.8). Cumpriu-se então a profecia de At 1.8.; havia ali pessoas de Jerusalém, Judéia, Samaria e confins da terra. Com esta manifestação sobrenatural do Espírito Santo, as barreiras culturais e idiomáticas foram vencidas e o Evangelho foi proclamado às Nações conforme descritas em Atos dois.

O Evangelho hoje

Neste período da Plenitude da Graça, somos os sacerdotes reais 'Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz' (1 Pe 2.9), com o compromisso de levarmos o Evangelho e toda criatura, 'E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura' (Mc 16.15), e contando, sobretudo, com a insubstituível presença do espírito santo 'E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo' (Jo 16.8).

A nossa missão

A obra de conciliação sempre e continuará sendo feita por Deus, mas agora, neste tempo presente cabe a nós, servos de Deus fazermos o que for possível para levar a santa e poderosa mensagem do Evangelho a toda criatura. 'Conjuro-te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu Reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina' (2 Tm 4.1,2).

O que estamos esperando? A hora é esta. A missão é nossa.

Deus nos abençoe por Sua Graça.

Paz de Cristo!

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O QUE FAZES COM A TUA SEMENTE?

APLICAÇÃO NA ESFERA ESPIRITUAL

SEMENTE

Uso imediato na alimentação de homens e animais;

Usarmos a Palavra apenas para a nossa alimentação espiritual;

Fabricação de medicamentos;

Cura de nossas enfermidades;

Fabricação de graxas e óleos para lubrificação e combustível;

Usamos como óleo da unção e ficarmos banhados no Espírito;

Ser estocada em celeiros para uso posterior ou como lastro de Governo;

A Palavra para o nosso deleite e fama pelo grupo de teólogos de nossa denominação;

Usada para ornamentação, confecção de bijuteria, colares;

A Palavra para nos envaidecer pelos títulos de bacharéis, mestres e doutores;

Na indústria como abrasivo para limpeza de turbinas, pipocas e fandangos para proteção de embalagem de peças de precisão; Para limpeza das arestas e usá-la como defesa de nossa posição;

Semeadura.

É o que estaremos comentando a partir deste ponto: Pregação da Palavra de Deus

A PARÁBOLA DO SEMEADOR

'Tendo Jesus saído de casa naquele dia, estava assentado junto ao mar. E ajuntou-se muita gente ao pé dele, de sorte que, entrando num barco, se assentou; e toda a multidão estava em pé na praia. E falou-lhe de muitas coisas por parábolas, dizendo:

Eis que o semeador saiu a semear. E, quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves e comeram-na;

e outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda. Mas, vindo o sol, queimou-se e secou-se, porque não tinha raiz.

E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e sufocaram-na.

E outra caiu em boa terra e deu fruto: um, a cem, outro, a sessenta, e outro, a trinta'. Mt 13.3-8.

A EXPLICAÇÃO DADA POR JESUS

'Escutai vós, pois, a parábola do semeador.

Ouvindo alguém a palavra do Reino e não a entendendo, vem o maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé do caminho;

Porém, o que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra e logo a recebe com alegria; mas não tem raiz em si mesmo; antes, é de pouca duração; e, chegada a angústia e a perseguição por causa da palavra, logo se ofende;

e o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera;

Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro, sessenta, e outro, trinta'. Mt 13.18-23.

ALGUMAS LIÇÕES DO TEXTO

A semente foi dividida em quatro partes, correspondendo ao mesmo número de situações, quatro tipos de pessoas ou quatro resultados diferentes para a mesma tarefa.

1ª Parte

Caiu ao pé do caminho - O pecador não entende o que ouve - As aves do céu comeram-na – O diabo arranca o que foi falado.

Palavra pregada de forma parcial, sem clareza, obscura, imprecisa, não nítida, confusa, complicada, mal falada, mal ensinada.

2ª Parte

Semente entre pedregais -Vindo o sol a secou por falta de raiz – A angústia e perseguição o faz desprezar a Palavra - Pecador recebe de pronto e alegremente, e por falta de profundidade nasceu logo.

Evangelho fácil, sem comprometido, só com promessas de prosperidade imediata, sem doutrina bíblica, sem os princípios elementares da palavra da Verdade.

Sem embasamento bíblico o convertido não prevalece de pé.

3ª Parte

Semente entre espinhos - Pecador ouve a palavra, mas os espinhos cresceram e sufocaram-na - os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas sufocam a Palavra.

Pessoas que vivem sufocadas pelos seus compromissos seculares.

4ª Parte

Semente em boa terra - Pecador ouve e compreende a palavra, deu fruto – 1 produz 100, 1 produz 60, 1 produz 30.

Pessoas que aceitam a Jesus, seguem os seus passos e O servem incondicionalmente, sem abrirem mão de divulgar a Sua Palavra a Outros.

EIS QUE O SEMEADOR SAIU A SEMEAR...

Fica claro na parábola do semeador o objetivo principal: fazer a semeadura. Não se pode desprezar, no entanto, a presença de três elementos especiais, o semeador, a semente e o tipo de terra; sendo o segundo invariável. Os fatores externos como atmosfera, tratamento do solo, estação, etc., são desprezados. Isto pode significar a constante operação de Deus na semeadura.

A parábola pode oferecer dois aspectos:

O semeador deve semear sem se preocupar com o tipo de terra, ficando o resultado de seu trabalho diretamente relacionado com o tipo de solo que cair;

Os quatro casos são apresentados visam alertar ao semeador quanto ao melhor aproveitamento de seu trabalho.

Segundo uma das mais importantes regras de interpretação da Bíblia, quando um texto apresentar duas vertentes, devemos ficar com as duas. Como bom conselho vamos considerar as duas.

No primeiro aspecto, refere-se ao trabalho do Espírito Santo em sua obra peculiar de convencer o homem do pecado e do juízo, Jo 16.8, deixando o pregador (semeador), sem a mínima condição de saber quem dará ou não crédito à pregação.

No segundo, o Dono da seara, Deus, pai do Salvador Jesus Cristo, orienta aos seus obreiros como devem proceder para um melhor aproveitamento na tarefa de evangelizar o mundo. Quando Jesus Cristo determina em Mt 28.19,20, que os Seus seguidores devem fazer discípulos em todas as Nações e ensiná-los, fica óbvio que a preparação é indispensável para conseguir êxito na Obra de Deus.

APRENDENDO COM OS AGRICULTORES

Analisando por comparação a agricultura, tem-se uma formidável escola de formação de semeadores da Palavra de Deus. Deve-se observar na agricultura como uma Escola de Missões para os obreiros que desejam obter bons resultados na evangelização e ensino da Palavra de Deus.

No decurso da história a agricultura avançou acompanhando todo o incremento e avanço tecnológico, tudo com o objetivo de melhorar a qualidade da semente, do solo e compensar as deficientes das condições climáticas. Os cristãos são privilegiados por não terem que se preocupar com a qualidade da semente que é da mais alta qualidade: A Palavra de Deus.

Assim como foram usados implementos para aumento da produção, os servos de Deus devem buscar o aprimoramento na tarefa de evangelizar.

SEMEADURA

Trabalho agrícola que consiste em depositar sementes em terra preparada. Realizado por métodos manuais e mecânicos.

Todos os crentes são chamados para serem semeadores e os são de forma direta ou indireta; a diferença está no método empregado por cada um, 'E isto afirmo: aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará'. 2 Co 9.6.

FATORES INDISPENSÁVEIS PARA UMA BOA SEMEADURA

Campo

Designação genérica das grandes extensões de terra plana, cultivadas ou cobertas por gramíneas e vegetações rasteiras. Em sentido estrito, terreno de topografia suave.

'O Campo é o mundo', Mt 13.38. Mesmo com esta afirmação, há igrejas que resolveram concentrar os seus trabalhos em locais determinados, desconsiderando a ordem de Jesus de ir por todo o mundo, Mc 16.15.

O mundo tem mais de 6 bilhões de habitantes e um terço destes não conhecem a Jesus; 2 bilhões são cristãos nominais (Incluem os católicos) e menos de 500 milhões são evangélicos. Há lugares bem perto de nós, no Brasil, que o Evangelho ainda não foi alcançado, o que justifica a orientação de Jesus, 'Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande obreiros para a sua seara', Lc 10. Enquanto existem igrejas que contam com até dez ministros em seu púlpito em dias de culto de domingo à noite. Na verdade, é mais fácil trabalhar em terra já lavrada por outrem.

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SAMARIA ESTÁ ENTRE NÓS

Escrito em 26/09/2004.

Quando eu tinha uns vinte anos, era membro da Assembleia de Deus em Todos os Santos, no Rio de Janeiro e iniciava a minha jornada de trabalhador naquela amada igreja.

Muitos testemunhos eu ouvia, de jovens que falavam sobre sua disciplina e vida ímpar na militância cristã. Confesso que os testemunhos me deixavam ora motivados e algumas vezes frustrado. Quando estava em campanha de oração, jejuns, oração no monte, vigílias me sentia arrefecido pelas palavras ouvidas, mas quando tinha alguns contratempos da vida de solteiro, me considerava um verme.

De tanto sofrer aquela situação e nunca me sentindo um santo, a exemplo dos testemunhantes, resolvi ligar numa segunda-feira após um grandioso culto de domingo para um tio meu que era pastor na Assembleia de Deus, pedindo-o que me intercedesse junto à Casa Publicadora das Assembleias de Deus para que eu fosse um dos funcionários dela. O Sábio tio, de saudosa memória, José Agapito dos Santos respondeu-me:

'Meu sobrinho, que bom se todos pudéssemos trabalhar na CPAD e passar o dia inteiro ouvindo música sacra e lendo as coisas de Deus, mas não é assim que tem que ser. Os cristãos foram chamados para estar no mundo e nele fazer a diferença. É como um copo cheio de água com uma gota de azeite dentro. Você já percebeu que todo o conteúdo é líquido, mas não são iguais? Assim também são os habitantes da terra; todos são criaturas de Deus, mas não se misturam; da mesma forma o azeite, mesmo em menor quantidade se mistura com a água. Você foi chamado para ser azeite; deve trabalhar entre as pessoas não convertidas para fazer a diferença'.

O Evangelho de João, no capítulo quatro, mostra um episódio onde Cristo ao deixar a Judéia, Jo 1.3, tinha que passar por Samaria, Jo 4.4. A cidade foi edificada por Onri, cerca de 920 anos antes de Cristo, 1 Rs 16.24, depois conquistada por Sargão e mais tarde por Herodes, o Grande que lhe deu o nome de Sebaste. Os samaritanos compunham uma população mista de descendentes israelitas encontrados pelos exilados do cativeiro babilônico; sendo os mais odiados vizinhos dos judeus; a palavra 'samaritano', para os judeus representava vitupério, Jo 8.48 (Conciso da IBB).

Enquanto os discípulos foram comprar comida na cidade, Jesus, cansado do caminho, Jo 1. 8, assentou-se junto a uma fonte que José recebeu de seu pai Jacó, Gn 33.19, para descansar. Quando uma samaritana foi ali tirar água, Jo 1. 7, Jesus lhe pediu de beber. A mulher estarrecida o indagou: 'Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana?'.

Jesus poderia responder que estava pedindo água porque estava com sede ou porque é comum receber água de estrangeiro, mas preferiu a diálogo para se revelar e ao mesmo temos passar para nós algumas verdades.

A primeira é que Não pode, não deve, não se admite dentro do cristianismo espaço para discriminação de qualquer natureza, nem em se tratando de um povo considerado desprezível.

A segunda mensagem é que a água que a água viva que Ele oferece é capaz de transformar a nossa vida e de forma a podermos ultrapassar todas as barreiras culturais.

A terceira mensagem mostra que mesmo em uma pequena distância, como entre Judéia e Galileia pode existir uma Samaria.

Na quarta mensagem (não é a última) Jesus mostra que todos somos iguais perante Ele.

Amados,

As diferenças são por nossa conta.

Somos iguais e prestaremos conta por todas as nossas ações.

'Pois o Senhor vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas' Dt 10.17.

Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe, por Sua graça.

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EU DEPENDO DA GRAÇA DE DEUS


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