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A MAIS DURA TAREFA DE UM MARIDO: DISCURSAR NA CERIMÔNIA FÚNEBRE DE SUA AMADA

“Louvado e engrandecido seja o teu nome, SENHOR! ” (Gláucia)

Todos têm um jeito especial de se expressar com Deus em suas orações. A Gláucia repetia incansavelmente em suas orações e clamores: “Louvado e engrandecido seja o teu nome, SENHOR! ”


O maior compromisso de toda a minha vida:

No dia do culto de celebração do noivado eu disse diante de toda a Igreja presente:

Minha sogra, meus parentes, meu pastor e Igreja aqui reunida para celebrar o eu noivado com a Gláucia, recentemente no Brasil foi sancionada a Lei do Divórcio, eu sei que muitos a utilização, eu, diante de Deus e de todos os presentes declaro: Estou me noivado para me casar com a Gláucia, não considerando esta nova Lei, mas sim, submetido à Lei de Deus que me diz, com as palavras do próprio Jesus: “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem”.  (Mc 10. 1-9).

Dois meses depois, em julho de 1981, numa cerimônia presidida pelo meu pai, recebemos as bênçãos nupciais.


A maior honra que se pode conferir a um homem eu tive

Casei-me com uma moça, virgem, proativa, educada, respeitadora e completa; indubitavelmente a mais linda entre todas as suas colegas da Assembleia de Deus em Todos os Santos. Uma moça que que fez durante todo o nosso relacionamento considerar o nome Gláucia como um adjetivo que significa: O conjunto de todas as virtudes que uma mulher pode ter.


Nosso relacionamento

Passamos por quase todos os tipos de dificuldades que um casal, constituído de um homem e uma mulher de culturas familiares diferentes, costuma passar. Dei muito trabalho aos meus pastores, conselheiros e familiares; alguns já não mais estão conosco, mas a todos sou muito grato. Nunca e em nenhum um só momento pensei em outra coisa a não ser reconciliação, ação que repetimos, sem nenhuma exageração, em centenas de ocasiões.

Eu sei que amar é uma expressão da minha vontade, mas amar à Glaucia sempre me foi uma ação que superou a minha decisão, é intrínseca e espiritual, por isso o tempo não tem o poder de apagar o a mor que sento por toda a nossa vida conjugal.

A desassossegadora tristeza que sempre me acompanhou nos nossos quase 36 anos de relacionamento, foi a minha timidez nos momentos de expressar o meu amor pela Gláucia. Nunca soube escolher um perfume, uma flor, presente e tantas outras coisas básicas, comuns entre casais. Participei de diversos seminários e encontros de casais; aprendia fazer, mas na hora da prática errava.

Nas 21 visitas que fiz à minha Gláucia no hospital onde esteve no tratamento de uma enfermidade que a tirou definitivamente de mim, pude proferir palavras de perdão e perdoar. Fiz promessas com palavras enquanto segurava a sua mão esquerda e ela me ouvia e manifestava com os sinais do rosto, pois entubada, não podia falar audível. Não a deixe um desses dias sem promessas, mesmo sabendo do alto custo das mudanças eu insistia nas promessas.

Fiz votos de mudança. Prometi-lhe que ela teria um novo marido sem trair ao antigo Enoque. Prometi que faria doravante, tudo o que se que deixei de fazer por ela e poderia ter feito se houvesse insistido mais. Prometi que não mediria esforço para fazer dela a mulher mais feliz do mundo.


O dia mais triste de toda a minha vida

Há minha dura jornada da vida tive muitas perdas de amigos e familiares que abriram em mim feridas que nunca sararam. Machucaram o meu coração as perdas dos meus pastores, Sebastião Firmino e José Santos; a morte precoce na minha irmã Priscila aos 38 anos e da minha mãe aos 48. A morte do meu pai e de meus irmãos Moises e Claudia, mas nenhuma delas, ou melhor, todas essas dores não podem ser comparadas com esta que estou sentindo. Gente! Perdi a minha Glaucia.

Hoje. Nesta triste e diferente tarde de 26 de março de 2016, estou participando de uma da cerimônia que marcará a minha vida para sempre: O sepultamento da minha amada Gláucia.


O que significa sepultar?

É o sepultamento do corpo que tanto se fez presente e atuante em todas as formas da nossa duradoura relação.

É o sepultamento do corpo que a Gláucia sempre procurou preservar, cuidando dele com todo o carinho, mantendo-o limpo, macio e cheiroso e sadio, fazendo visitas médicas e odontológicas continuamente. Muito maior atenção do que estas, a Gláucia dava ao aspecto espiritual do seu corpo livrando-o do pecado, conforme diz o apóstolo Paulo: `Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo.`  (1 Co 6. 18).

É o sepultamento das amarguras da dor e do cansaço.

O sepultamento é o último estágio da vida cristã. Nenhum outro momento tem maior relevância. É o ponto final de toda a trajetória do crente. Atende a proposta da morte de Jesus de dar encerramento deste sistema de vida para uma nova e definitiva fase, quando ressuscitará com um corpo glorificado. Por isso o salmista diz: `Preciosa é à vista do SENHOR a morte dos seus santos.`  (Sl 116. 15). A Gláucia partiu para se encontrar com o SENHOR ela nunca mais virá a nós nesta vida, mas todos nós poderemos ir até ela para juntos participarmos do maior encontro de todos os tempos: O Arrebatamento da Igreja, que poderá acontecer a qualquer instante.


O que não é possível sepultar

O nosso amor;

A lembrança;

Os frutos;

O legado que ela deixou.


Dói:

Dói: Saber que nunca mais verei o sorriso da Glaucia;

Dói: Saber que nunca mais ouvirei as lindas gargalhadas;

Dói: Saber que nunca mais serei servido daquele café que ela levava para mim em todos os tipos de momentos, quer após uma briga, nas minhas saídas para o trabalho e nas preliminares do ato conjugal;

Dói: Lembrar-me no nosso ninho do amor onde fazíamos valer a frase salomônica: “Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade; porque esta é a tua porção nesta vida, e no teu trabalho, que tu fizeste debaixo do sol”. (Ec 9. 9).

Por último,

Dói e dói muito: Saber que nunca mais ouvirei ao vivo aquela linda voz no timbre tão peculiar a me chamar, ou brigar, ou gritar: Enoque.


ELA NÃO VOLTOU, ENTÃO, O QUE ME RESTA?

Chorar, chorar e chorar;


Dizer a todos que não senti em todos os anos de nosso casamento, totalmente digno do amor, do fago, do carinho e do coração da Gláucia; ela sempre transcendeu a todos os meus sentimentos e medíocres manifestações em sua direção;


Lembrar-me por toda minha vida do último pedido que a Gláucia me fez na minha última visita pastoral que lhe fiz. Olhando-me firmemente nos olhos, sem som de voz por causa da garganta e lábios feridos pelos equipamentos, pediu-me água. Falei com a enfermeira; ela disse que não poderia atender, e que depois lhe umedeceria os lábios para lhe dar um conforto. Naquele momento, lembrei-me de Jesus na Cruz: Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho sede” (Jo 19. 28). Tive na hora o pior pressentimento de toda a minha vida, que infelizmente se concretizou.


O que me resta?


Clamar ao Deus da minha vida, dizendo-Lhe: Ó meu SENHOR, conforta o meu coração!



EU DEPENDO DA GRAÇA DE DEUS


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