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BIBLIOLOGIA - Doutrina das
Escrituras Copiado em 27/10/2008 de: www.vivos.com.br/42.htm Transcrito da “A Bíblia Anotada” Pg 1624,1625.
I. INTRODUÇÃO
A) Terminologia:
Bíblia - Derivado de biblion, “rolo” ou “livro” (Lc 4.17)
Escrituras - Termo usado no Novo Testamento (N.T.) para, os livros
sagrados do A.T., que eram considerados inspirados por Deus (2Tm 3.16; Rm
3.2). Também é usado no N.T. com referência a outras porções do N.T. (2Pe
3.16)
Palavra de Deus - Usada em relação a ambos os testamentos em sua
forma escrita (Mt 15.6; Jo 10.35; Hb 4.12)
B) Atitudes em Relação à Bíblia:
Racionalismo -
a. Em sua forma extrema nega a possibilidade de qualquer revelação
sobrenatural.
b. Em sua forma moderada admite a possibilidade de revelação divina, mas
essa revelação fica sujeita ao juízo final da razão humana.
Romanismo -
A Bíblia é um produto da igreja; por isso a Bíblia não é a autoridade única
ou final.
Misticismo -
A experiência pessoal tem a mesma autoridade da Bíblia.
Neo-ortodoxia -
A Bíblia é uma testemunha falível da revelação de Deus na Palavra, Cristo.
Seitas -
A Bíblia e os escritos do líder ou fundador de cada uma possuem igual valor.
Ortodoxia -
A Bíblia é a nossa única base de autoridade.
C) As Maravilhas da Bíblia:
1) Sua formação: levou cerca de 1500 anos.
2) Sua Unidade: Tem cerca de 40 autores, mas é um só livro.
3) Sua Preservação.
4) Seu Assunto.
5) Sua Influência.
II. REVELAÇÃO
A) Definição:
“Um desvendamentos; especialmente a comunicação da mensagem divina ao homem”
B) Meios de Revelação:
1) Pela Natureza (Rm 1.18-21; Sl 19)
2) Pela Providência (Rm 8.28; At 14.15-17)
3) Pela Preservação do Universo (Cl 1.17)
4) Através de Milagres (Jo 2.11)
5) Por Comunicação Direta (At 22.17-21)
6) Através de Cristo (Jo 1.14)
7) Através da Bíblia (1Jo 5.9-12)
III. INSPIRAÇÃO
A) Definição:
Inspiração é a ação supervisionadora de Deus sobre os autores humanos da
Bíblia de modo a, usando suas próprias personalidades e estilos, comporem e
registrarem sem erro as palavras de Sua revelação ao homem. A Inspiração se
aplica apenas aos manuscritos originais (chamados de autógrafos).
B) Teorias sobre a Inspiração:
1) Natural - não há qualquer elemento sobrenatural envolvido. A
Bíblia foi escrita por homens de grande talento.
2) Mística ou Iluminativa - Os autores bíblicos foram cheios do
Espírito como qualquer crente pode ser hoje.
3) Mecânica (ou teoria da ditação) - Os autores bíblicos foram apenas
instrumentos passivos nas mãos de Deus como máquinas de escrever com as
quais Ele teria escrito. Deve-se admitir que algumas partes da Bíblia foram
ditadas (e.g., os Dez mandamentos).
4) Parcial - Somente o não conhecível foi inspirado (e.g., criação,
conceitos espirituais)
5) Conceitual - Os conceitos, não as palavras, foram inspirados.
6) Gradual - Os autores bíblicos foram mais inspirados que outros
autores humanos.
7) Neo-ortodoxa - Autores humanos só poderiam produzir uma registro
falível.
8) Verbal e Plenária - Esta é a verdadeira doutrina e significa que
cada palavra (verbal) e todas as palavras (plenária) foram inspiradas no
sentido da definição acima.
9) Inspiração Falível - Uma teoria, que vem ganhando popularidade, de
que a Bíblia é inspirada mas não isenta de erros.
C) Características da Inspiração Verbal e Plenária:
1) A verdadeira doutrina é válida apenas para os manuscritos originais.
2) Ela se estende às próprias palavras.
3) Vê Deus como o superintendente do processo, não ditando aos escritores,
mas guiando-os.
4) Inclui a inerrância.
D) Provas da Inspiração Verbal e Plenária:
1) 2Tm 3.16. Theopneustos, soprado por Deus. Afirma que Deus é o
autor das Escrituras e que estas são o produto de Seu sopro criador.
2) 2Pe 1.20,21. O “como” da inspiração - homens “movidos” (lit.,
“carregados”) pelo Espírito Santo.
3) Ordens especificas para escrever a Palavra do Senhor (Ex 17.14; Jr 30.2).
4) O uso de citações (Mt 15.4; At 28.25).
5) O uso que Jesus fez do Antigo Testamento (A.T.) (Mt 5.17; Jo 10.35).
6) O N.T. afirma que outras partes do N.T. são Escrituras (1Tm 5.18; 2Pe
3.16).
7) Os escritores estavam conscientes de estarem escrevendo a Palavra de Deus
(1Co 2.13; 1Pe 1.11,12)
E) Provas de Inerrância:
1) A fidedignidade do caráter de Deus (Jo 17.3; Rm 3.4).
2) O ensino de Cristo (Mt 5.17; Jo 10.35).
3) Os argumentos baseados em uma palavra ou na forma de uma palavra (Gl
3.16, “descendente”; Mt 22.31,32, “sou”).
IV. CANONICIDADE.
A) Considerações fundamentais:
1) A Bíblia é auto-autenticável e os concílios eclesiásticos só reconheceram
(não atribuíram) a autoridade inerente nos próprios livros.
2) Deus guiou os concílios de modo que o cânon fosse reconhecido.
B) Cânon do Antigo Testamento (A.T.):
1) Alguns afirmam que todos os livros do cânon do A.T. foram reunidos e
reconhecidos sob a liderança de Esdras (quinto século a.C.).
2) O N.T. se refere a A.T. como escritura (Mt 23.35; a expressão de Jesus
equivaleria dizer hoje “de Gênesis a Malaquias”; cf. Mt 21.42; 22.29).
3) O Sínodo de Jamnia (90 A.D.) Uma reunião de rabinos judeus que reconheceu
os livros do A.T.
C) Os princípios de Canonicidade dos Livros do Novo Testamento (N.T.):
1) Apostolicidade. O livro foi escrito ou influenciado por algum apóstolos?
2) Conteúdo. O seu caráter espiritual é suficiente?
3) Universalidade. Foi amplamente aceito pela igreja?
4) Inspiração. O livro oferecia prova interna de inspiração?
D) A Formação do Cânon do Novo Testamento (N.T.):
1) O período dos apóstolos. Eles reivindicaram autoridade para seus escritos
(1Ts 5.27; Cl 4.16).
2) O período pós-apostólico. Todos os livros forma reconhecidos exceto
Hebreus, 2 Pedro e 3 João.
3) O Concílio de Cartago, 397, reconheceu como canônicos os 27 livros do
N.T.
V. ILUMINAÇÃO
A) Em Relação aos Não-Salvos:
1) Sua necessidade (1Co 2.14; 2Co 4.4)
2) O ministério do convencimento do Espírito ( Jo 16.7-11)
B) Em Relação ao Crente:
1) Sua necessidade (1C0 2.10-12; 3.2).
2) O ministério do ensino do Espírito (Jo 16.13-15)
VI. INTERPRETAÇÃO
A) Princípios de Interpretação:
1) Interpretar histórica e gramaticalmente.
2) Interpretar de acordo com os contextos imediatos e mais amplo.
3) Interpretar em harmonia com toda a Bíblia, comparando Escritura com
Escritura.
B) Divisões Gerais da Bíblia:
1) Antigo Testamento (A.T.):
A- Livros históricos: de Gênesis a Ester.
B- Livros poéticos: de Jó a Cantares.
C- Livros proféticos: de Isaías a Malaquias.
2) Novo Testamento (N.T.):
A- Evangelhos: Mateus a João.
B- História da Igreja: Atos.
C- Epístolas: de Romanos a Judas.
D- Profecia: Apocalipse.
C) Alianças Bíblicas:
Noética (Gn 8.20-22)
Abraâmica (Gn 12.1-3)
Mosaica (Ex 19.3 - 40.38)
Palestiniana (Dt 30)
Davídica (2Sm 7.5-17)
Nova Aliança (Jr 31.31-34; Mt 26.28)
Transcrito da “A Bíblia Anotada” Pg 1624,1625.
A Bíblia
Copiado de: www.vivos.com.br/287.htm Que cita "A Bíblia Anotada"
Bíblia é uma palavra de origem grega que significa
"livros". Daí que se deu o título Bíblia à coleção dos livros que, sendo de
diversas origens, extensão e conteúdo, estão essencialmente unidos pelo
significado religioso que têm para o povo de Israel e para todo o mundo
cristão: unidade e diversidade que não se opõem entre si, mas que se
complementam para dar à Bíblia o seu especialíssimo caráter.
Diversidade de designações:
Desde tempos remotos, este livro sem igual tem sido conhecido com
diferentes designações. Assim, os judeus, para os quais a Bíblia somente
consta da parte que os cristãos conhecem como o Antigo Testamento,
referem-se a ela como Lei, Profetas e Escritos (cf. Lc 24.44), termos
representativos de cada um dos blocos em que, para o Judaísmo, se divide o
texto bíblico transmitido na língua hebraica:
a) Lei (hebr. torah), que compreende os cinco primeiros livros da
Bíblia: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio
b) Profetas (hebr. nebiim), agrupados em: Profetas anteriores: Josué,
Juízes, 1 e 2Samuel, 1 e 2Reis; Profetas posteriores: Isaías, Jeremias,
Ezequiel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque,
Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias
c) Escritos (hebr. ketubim): Jó, Salmos, Provérbios, Rute, Cântico
dos Cânticos, Eclesiastes, Lamentações, Ester, Daniel, Esdras, Neemias, 1 e
2Crônicas.
O título referido, Lei, Profetas e Escritos, aparece reduzido em
ocasiões como a Lei e os Profetas (cf. Mt 5.17) ou, de modo mais singelo, a
Lei (cf. Jo 10.34).
No Cristianismo, com a incorporação dos livros do Novo Testamento e
justamente a partir da maneira que ali são citadas passagens do Antigo, é
comum referir-se à Bíblia como as Sagradas Escrituras ou, de forma
alternativa, como a Sagrada Escritura, as Escrituras ou a Escritura (cf. Mt
21.42; Jo 5.39; Rm 1.2). Freqüentemente, com essa última designação mais
breve, faz-se referência a alguma passagem bíblica concreta (cf. Mc 12.10;
Jo 19.24).
As locuções Antigo Testamento e Novo Testamento, respectivamente, no seu
sentido de títulos respectivos da primeira e da segunda parte da Bíblia,
começaram a ser utilizadas entre os cristãos no final do séc. II d.C. com
base em textos como 2Co 3.14. A palavra "testamento" representa aqui a
aliança ou pacto que Deus estabelece com o seu povo: em primeiro lugar, a
aliança com Israel (cf. Êx 24.8; Sl 106.45); depois, a nova aliança
anunciada pelos profetas e selada com o sangue de Jesus Cristo (cf. Jr
31.31-34; Mt 26.28; Hb 10.29).
Classificação dos livros da Bíblia:
Os livros da Bíblia nem sempre são classificados na mesma
ordem. Ainda hoje aparecem dispostos de maneiras distintas, seguindo para
isso os critérios sustentados a esse respeito por diferentes tradições.
A versão de João Ferreira de Almeida, em todas as suas edições, tem-se
sujeitado à norma de ordenar os livros de acordo com o seu caráter e
conteúdo, na seguinte forma:
ANTIGO TESTAMENTO:
a) Literatura histórico-narrativa:
Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, 1
e 2Samuel, 1 e 2Reis, 1 e 2Crônicas, Esdras, Neemias, Ester
b) Literatura poética e sapiencial (ou de sabedoria):
Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos
c) Literatura profética:
Profetas maiores: Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel, Daniel Profetas
menores: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque,
Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias.
NOVO TESTAMENTO:
a) Literatura histórico-narrativa:
Evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas, João Atos dos Apóstolos
b) Literatura epistolar:
Epístolas paulinas: Romanos, 1 e 2Coríntios, Gálatas, Efésios,
Filipenses, Colossenses, 1 e 2Tessalonicenses, 1 e 2Timóteo, Tito, Filemom
Epístola aos Hebreus: Hebreus
Epístolas universais: Tiago, 1 e 2Pedro, 1, 2 e 3João, Judas
c) Literatura apocalíptica:
Apocalipse (ou Revelação) de João
A formação da Bíblia
Para compreender os distintos aspectos do processo de formação deste
conjunto de livros que chamamos de Bíblia, é necessário atentar para o fato
básico da sua divisão em duas grandes partes indissoluvelmente vinculadas
entre si por razões culturais e espirituais: o Antigo Testamento e o Novo
Testamento.
O Antigo Testamento recolhe e transmite a experiência religiosa do
povo israelita desde as suas origens até a vinda de Jesus Cristo. Os livros
que o compõem são o testemunho permanente da fé Israelita no único e
verdadeiro Deus, Criador do universo. É o Deus que quis revelar-se de
maneira especial na história do seu povo, guiando-o com a sua Lei,
beneficiando-o com a aliança da sua graça e fazendo-o objeto das suas
promessas. Passo a passo, Deus converteu o seu povo numa nação unida pela
fé, sustentou-a e, em todo tempo, mostrou o caminho da justiça e santidade
que devia seguir para que não perdesse a sua identidade como povo escolhido.
Assim, o Antigo Testamento documenta a história de Israel desde a
perspectiva do sentimento religioso, mantém viva a expressão de adoração da
sua fé através do culto e recolhe as instruções dos seus profetas e as
inspiradas reflexões dos seus sábios e poetas.
O Novo Testamento é a referência definitiva da fé cristã. Nele, se
encontram consignados os acontecimentos que deram origem à Igreja de Jesus
Cristo, o Filho eterno de Deus. Os Evangelhos narram o nascimento de Jesus
no tempo do rei Herodes, os seus atos e ensinamentos, a sua morte numa cruz
por ordem de Pôncio Pilatos, governador da Judéia, e a sua ressurreição,
depois da qual manifestou-se vivo àqueles que havia antes escolhido para que
anunciassem a mensagem universal da salvação. Está também no Novo Testamento
o relato dos primeiros movimentos de expansão da fé cristã, como viveram e
atuaram os primeiros discípulos e apóstolos, como nasceram e se
desenvolveram as primeiras comunidades e como o Espírito Santo impulsionou
os cristãos de então a darem testemunho da sua esperança em Jesus Cristo
para todas as raças, nações e culturas.
O processo de redigir, selecionar e compilar os textos da Bíblia
prolongou-se pelo espaço de muitos séculos. Com o decorrer dos anos, foram
desaparecendo os dados relativos à origem de grande parte dos livros, isto
é, o momento em que os relatos e ensinamentos foram fixados por escrito, os
quais até então e talvez durante muitas gerações tinham sido transmitidos
oralmente.
Por outro lado, nesse longo e complexo processo de formação, é muito difícil
e até mesmo impossível fixar os autores. Isso ocorre especialmente nos casos
em que foram vários redatores que escreveram textos, os quais,
posteriormente, foram compilados num único livro ou quando também, na
composição da literatura bíblica, são utilizados ou incluídos documentos da
época (p. ex., Nm 21.14; Js 10.13; Jd 14-15).
Valor religioso da Bíblia
A Bíblia é, sem dúvida, um dos mais apreciados legados literários da
humanidade. Contudo, o seu verdadeiro valor não se firma de maneira
substancial no fato literário. A riqueza da Bíblia consiste no caráter
essencialmente religioso da sua mensagem, que a transforma no livro sagrado
por excelência, tanto para o povo de Israel quanto para a Igreja cristã.
Nessa coleção de livros, a Lei se apresenta como uma ordenação divina (Êx
20; Sl 119), os Profetas têm a consciência de serem portadores de mensagens
da parte de Deus (Is 6; Jr 1.2; Ez 2-3) e os Escritos ensinam que a
verdadeira sabedoria encontra em Deus a sua origem (Pv 8.22-31).
Esses valores religiosos aparecem não só no título de Sagradas Escrituras,
mas também na forma que Jesus e, em geral, os autores do Novo Testamento se
referem ao Antigo, isto é, aos textos bíblicos escritos em épocas
precedentes. Isso ocorre, p. ex., quando lemos que Deus fala por meio dos
profetas ou por meio de algum dos outros livros (cf. Mt 1.22; 2.15; Rm 1.2;
1Co 9.9) ou quando os profetas aparecem como aquelas pessoas mediante as
quais "se diz" algo ou "se anuncia" algum acontecimento, forma hebraica de
expressar que é o próprio Deus quem diz ou anuncia (cf. Mt 2.17; 3.3; 4.14);
também quando se afirma a permanente autoridade das Escrituras (Mt 5.17-18;
Jo 10.35; At 23.5), ou quando as relaciona especialmente com a ação do
Espírito Santo (cf. At 1.16; 28.25). Formas magistrais de expressar a
convicção comum a todos os cristãos em relação ao valor das Escrituras são
encontradas em passagens como 2Tm 3.15-17 e 2Pe 1.19-21.
A Igreja cristã, desde as suas origens, tem descoberto na mensagem do
evangelho o mesmo valor da palavra de Deus e a mesma autoridade do Antigo
Testamento (Mc 16.15-16, Lc 1.1-4, Jo 20.31, 1Ts 2.13). Por isso, em 2Pe
3.16, se equiparam as epístolas de "nosso amado irmão Paulo" (v. 15) às
"demais Escrituras". Gradativamente, a partir do séc. II d.C., foi sendo
reconhecida aos 27 livros que formam o Novo Testamento a sua categoria de
livros sagrados e, em conseqüência, a plenitude da sua autoridade definitiva
e o seu valor religioso.
Tal reconhecimento, que implica o próprio tempo da presença, direção e
inspiração do Espírito Santo na formação das Escrituras, não descarta, em
absoluto, a atividade física e criativa das pessoas que redigiram os textos.
Elas mesmas se referem a essa atividade em diversas ocasiões (Ec 1.13, Lc
1.1-4, 1Co 15.1-3,11, Gl 6.11). A presença de numerosos autores materiais é,
precisamente, a causa da extraordinária riqueza de línguas, estilos, gêneros
literários, conceitos culturais e reflexões teológicas que caracterizam a
Bíblia.
Fonte:
iLúmina - A Bíblia do século XXI (SBB)
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A BÍBLIA E SEUS ESCRITORES
Copiado em 27/10/2008 de: www.vivos.com.br/38.htmA palavra Bíblia é
derivada da palavra grega Biblos, que significa: Livro ou rolo.
A Bíblia foi escrita durante um período de mais de 1500 anos, foram
aproximadamente 40 os seus autores, servos inspirados pelo Espírito
Santo. Apesar dos seus diversos autores é um só livro, com uma única
mensagem, isenta de contradições em seu conteúdo.
É um livro espiritual,
aceita-se pela fé, direcionada a um povo especifico, o Povo de Deus. São
estes, todo os que forma lavados e restaurados no sangue de Jesus e o
tem como Mestre.
Devemos lê-la em espírito, meditando em seus ensinamentos e ouvindo a
voz do Santo Espírito, que nos dá a compreensão. É um livro especial que
traz os princípios da fé do Povo de Deus.
A Seguir , tabela com
os livros, datas prováveis em que foram escritos e autores.
|
Livro |
Data |
Autor |
Livro |
Data |
Autor |
Antigo Testamento: |
|
Gn |
1440 ac |
Moisés |
Ex |
1400 aC |
Moisés |
|
Lv |
1445 aC |
Moisés |
Nm |
1400 aC |
Moisés |
|
Dt |
1400 aC |
Moisés |
Js |
1400—1375 aC |
Josué |
|
Jz |
1050—1000 aC |
Desconhecido |
Rt |
1050—500 aC |
Desconhecido |
|
1 Sm |
931—722 aC |
Samuel e outros |
2 Sm |
931—722 aC |
Samuel e outros |
|
1 Rs |
560—538 aC |
Jeremias |
2 Rs |
560—538 aC |
Jeremias |
|
1 Cr |
425—400 aC |
Esdras |
2 Cr |
425—400 aC |
Esdras |
|
Ed |
538—457 Ac |
Esdras |
Ne |
423 aC |
Neemias |
|
Et |
465 aC |
Desconhecido |
Jó |
Sec. V—II aC |
Moisés ou Salomão |
|
Sl |
1000—300 aC |
Davi, Asafe e outros |
Pv |
950—700 aC |
Salomão e outros |
|
Ec |
935 aC |
Salomão |
Ct |
970—930 aC |
Salomão |
|
Is |
700—690 aC |
Isaias |
Jr |
626—586 aC |
Jeremias |
|
Lm |
587 aC |
Jeremias |
Ez |
593—573 aC |
Ezequiel |
|
Dn |
537 aC |
Daniel |
Os |
750 aC |
Oséias |
|
Jl |
835—805 aC |
Joel |
Am |
760—750 aC |
Amós |
|
Ob |
586 aC |
Obadias |
Jn |
760 aC |
Jonas |
|
Mq |
704—696 aC |
Miquéias |
Na |
612 aC |
Naum |
|
Hc |
600 aC |
Habacuque |
Sf |
630 aC |
Sofonias |
|
Ag |
520 aC |
Ageu |
Zc |
520—475 aC |
Zacarias |
|
Ml |
450 aC |
Malaquias |
|
Novo Testamento: |
|
Mt |
50 –75 dC |
Mateus |
Mc |
65—70 dC |
Marcos |
|
Lc |
59—75 dC |
Lucas |
Jo |
85 dC |
João |
|
At |
62 dC |
Lucas |
Rm |
56 dC |
Paulo |
|
1Co |
56 dC |
Paulo |
2Co |
56 dC |
Paulo |
|
Gl |
55—56 dC |
Paulo |
Ef |
60—61 dC |
Paulo |
|
Fp |
61 dC |
Paulo |
Cl |
61 dC |
Paulo |
|
1Ts |
50 dC |
Paulo |
2Ts |
50 dC |
Paulo |
|
1Tm |
64 dC |
Paulo |
2Tm |
66—67 dC |
Paulo |
|
Tt |
64 dC |
Paulo |
Fm |
60—61 dC |
Paulo |
|
Hb |
64—68 dC |
Desconhecido |
Tg |
48-62 dC |
Tiago (irmão
de Jesus) |
|
1Pe |
60 dC |
Pedro |
2Pe |
65—68 dC |
Pedro |
|
1Jo |
90 dC |
1,2,3 Jo //
João |
Jd |
65—80 dC |
Judas |
|
Ap |
70—95 dC |
João |
|
|
|
|
|
|
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|
ARQUEOLOGIA BÍBLICA
Copiado de: www.vivos.com.br/46.htm Que cita "A Bíblia Anotada"
A Natureza e o Propósito da Arqueologia Bíblica.
A palavra arqueologia vem de duas palavras gregas, archaios e logos,
que significam literalmente “um estudo das coisas antigas”. No entanto,
o termo se aplica, hoje, ao estudo de materiais escavados pertencentes a
eras anteriores. A arqueologia bíblica pode ser definida como um exame de
artefatos antigos outrora perdidos e hoje recuperados e que se relacionam ao
estudo das Escrituras e à caracterização da vida nos tempos bíblicos.
A arqueologia é basicamente uma ciência. O conhecimento neste campo se obtém
pela observação e estudo sistemáticos, e os fatos descobertos são avaliados
e classificados num conjunto organizado de informações. A arqueologia é
também uma ciência composta, pois busca auxílio em muitas outras ciências,
tais como a química, a antropologia e a zoologia.
Naturalmente, alguns objetos de investigação arqueológica (tais como
obeliscos, tempos egípcios e o Partenon em Atenas) jamais foram “perdidos”,
mas talvez algum conhecimento de sua forma e/ou propósito originais, bem
como o significado de inscrições neles encontradas, tenha se perdido.
Funções da Arqueologia Bíblica
A arqueologia auxilia-nos a compreender a Bíblia. Ela revela como era a
vida nos tempos bíblicos, o que passagens obscuras da Bíblia realmente
significam, e como as narrativas históricas e os contextos bíblicos devem
ser entendidos.
A Arqueoloia também ajuda a confirmar a exatidão de textos bíblicos e o
conteúdo das Escrituras. Ela tem mostrado a falsidade de algumas teorias de
interpretação da Bíblia. Tem auxiliado a estabelecer a exatidão dos
originais gregos e hebraicos e a demonstrar que o texto bíblico foi
transmitido com um alto grau de exatidão. Tem confirmado também a exatidão
de muitas passagens das Escrituras, como, por exemplo, afirmações sobre
numerosos reis e toda a narrativa dos patriarcas.
Não se deve ser dogmático, todavia, em declarações sobre as confirmações da
arqueologia, pois ela também cria vários problemas para o estudante da
Bíblia. Por exemplo: relatos recuperados na Babilônia e na Suméria
descrevendo a criação e o dilúvio de modo notavelmente semelhante ao relato
bíblico deixaram perplexos os eruditos bíblicos. Há ainda o problema de
interpretar o relacionamento entre os textos recuperados em Ras Shamra (uma
localidade na Síria) e o Código Mosaico. Pode-se, todavia, confiantemente
crer que respostas a tais problemas virão com o tempo. Até o presente não
houve um caso sequer em que a arqueologia tenha demonstrado definitiva e
conclusivamente que a Bíblia estivesse errada!
Por Que Antigas Cidades e Civilizações Desapareceram
Sabemos que muitas civilizações e cidades antigas desapareceram como
resultado do julgamento de Deus. A Bíblia está repleta de tais indicações.
Algumas explicações naturais, todavia, também devem ser brevemente
observadas.
As cidades eram geralmente construídas em lugares de fácil defesa, onde
houvesse boa quantidade de água e próximo a rotas comerciais importantes.
Tais lugares eram extremamente raros no Oriente Médio antigo. Assim, se
alguma catástrofe produzisse a destruição de uma cidade, a tendência era
reconstruir na mesma localidade. Uma cidade podia ser amplamente destruída
por um terremoto ou por uma invasão. Fome ou pestes podiam despovoar
completamente uma cidade ou território. Nesta última circunstância, os
habitantes poderiam concluir que os deuses haviam lançado sobre o local uma
maldição, ficando assim temerosos de voltar. Os locais de cidades
abandonadas reduziam-se rapidamente a ruínas. E quando os antigos habitantes
voltavam, ou novos moradores chegavam à região, o hábito normal era
simplesmente aplainar as ruínas e construir uma nova cidade. Formava-se,
assim, pequenos morros ou taludes, chamados de tell, com muitas
camadas superpostas de habitação. Às vezes, o suprimento de água se
esgotava, rios mudavam de curso, vias comerciais eram redirecionadas ou os
ventos da política sopravam noutra direção - o que resultava no permanente
abandono de um local.
A Escavação de um Sítio Arqueológico
O arqueólogo bíblico pode ser dedicar à escavação de um sítio
arqueológico por várias razões. Se o talude que ele for estudar
reconhecidamente cobrir uma localidade bíblica, ele provavelmente procurará
descobrir as camadas de ocupações relevantes à narrativa bíblica. Ele pode
estar procurando uma cidade que se sabe ter existido mas ainda não foi
positivamente identificada. Talvez procure resolver dúvidas relacionadas à
proposta identificação de um sítio arqueológico. Possivelmente estará
procurando informações concernentes a personagens ou fatos da história
bíblica que ajudarão a esclarecer a narrativa bíblica.
Uma vez que o escavador tenha escolhido o local de sua busca, e tenha feito
os acordos necessários (incluindo permissões governamentais, financiamento,
equipamento e pessoal), ele estará pronto para começar a operação. Uma
exploração cuidadosa da superfície é normalmente realizada em primeiro
lugar, visando saber o que for possível através de pedaços de cerâmica ou
outros artefatos nela encontrados, verificar se certa configuração de solo
denota a presença dos resto de alguma edificação, ou descobrir algo da
história daquele local. Faz-se, sem seguida, uma mapa do contorno do talude
e escolhe-se o setor (ou setores) a ser (em) escavado (s) durante uma sessão
de escavações. Esses setores são geralmente divididos em subsetores de um
metro quadrado para facilitar a rotulação das descobertas.
A Arqueologia e o Texto da Bíblia
Embora a maioria das pessoas pense em grandes monumentos e peças de
museu e em grandes feitos de reis antigos quando se faz menção da
arqueologia bíblica, cresce o conhecimento de que inscrições e manuscritos
também têm uma importante contribuição ao estudo da Bíblia. Embora no
passado a maior parte do trabalho arqueológico estivesse voltada para a
história bíblica, hoje ela se volta crescentemente para o texto da Bíblia.
O estudo intensivo de mais de 3.000 manuscritos do Novo Testamento (N.T.)
grego, datados do segundo século da era cristão em diante, tem demonstrado
que o N.T. foi notavelmente bem preservado em sua transmissão desde o
terceiro século até agora. Nem uma doutrina foi pervertida. Westcott e Hort
concluíram que apenas uma palavra em cada mil do N.T. em grego possui
uma dúvida quanto à sua genuinidade.
Uma coisa é provar que o texto do N.T. foi notavelmente preservado a partir
do segundo e terceiro séculos; coisa bem diferente é demonstrar que os
evangelhos, por exemplo, não evoluíram até sua forma presente ao longo dos
primeiros séculos da era cristã, ou que Cristo não foi gradativamente
divinizado pela lenda cristã. Na virada do século XX uma nova ciência surgiu
e ajudou a provar que nem os Evangelhos e nem a visão cristã de Cristo
sofreram evoluções até chegarem à sua forma atual. B. P. Grenfell e A. S.
Hunt realizaram escavações no distrito de Fayun, no Egito (1896-1906), e
descobriram grandes quantidades de papiros, dando início à ciência da
papirologia.
Os papiros, escritos numa espécie de papel grosseiro feito com as fibras de
juncos do Egito, incluíam uma grande variedade de tópicos apresentados em
várias línguas. O número de fragmentos de manuscritos que contêm porções do
N.T. chega hoje a 77 papiros. Esses fragmentos ajudam a confirmar o texto
feral encontrado nos manuscritos maiores, feitos de pergaminho, datados do
quarto século em diante, ajudando assim a forma uma ponte mais confiável
entre os manuscritos mais recentes e os originais.
O impacto da papirologia sobre os estudos bíblicos foi
fenomenal. Muitos desses papiros datam dos primeiros três séculos da era
cristã. Assim, é possível estabelecer o desenvolvimento da gramática nesse
período, e, com base no argumento da gramática histórica, datar a composição
dos livros do N.T. no primeiro século da era cristã. Na verdade, um
fragmento do Evangelho de João encontrado no Egito pode ser
paleograficamente datado de aproximadamente 125 AD! Descontado um certo
tempo para o livro entrar em circulação, deve-se atribuir ao quarto
Evangelho uma data próxima do fim do primeiro século - é exatamente isso que
a tradição cristã conservadora tem atribuído a ele. Ninguém duvida que os
outros três Evangelhos são um pouco anteriores ao de João. Se os livros do
N.T. foram produzidos durante o primeiro século, foram escrito bem próximo
dos eventos que registram e não houve tempo de ocorrer qualquer
desenvolvimento evolutivo.
Todavia, a contribuição dessa massa de papiros de todo
tipo não pára aí. Eles demonstram que o grego do N.T. não era um tipo de
linguagem inventada pelos seus autores, como se pensava antes. Ao contrário,
era, de modo geral, a língua do povo dos primeiros séculos da era cristã.
Menos de 50 palavras em todo o N.T. foram cunhadas pelo apóstolos. Além
disso, os papiros demonstraram que a gramática do N.T. grego era de boa
qualidade, se julgada pelos padrões gramaticais do primeiro século, não
pelos do período clássico da língua grega. Além do mais, os papiros gregos
não-bíblicos ajudaram a esclarecer o significado de palavras bíblicas cujas
compreensão ainda era duvidosa, e lançaram nova luz sobre outras que já eram
bem entendidas.
Até recentemente, o manuscrito hebraico do Antigo
Testamento (A.T.) de tamanho considerável mais antigo era datado
aproximadamente do ano 900 da era cristã, e o A.T. completo era cerca de um
século mais recente. Então, no outono de 1948, os mundos religioso e
acadêmico foram sacudidos com o anúncio de que um antigo manuscrito de
Isaías fora encontrado numa caverna próxima à extremidade noroeste do mar
Morto. Desde então um total de 11 cavernas da região têm cedido ao mundo os
seus tesouros de rolos e fragmentos. Dezenas de milhares de fragmentos de
couro e alguns de papiro forma ali recuperado. Embora a maior parte do
material seja extrabíblico, cerva de cem manuscritos (em sua maioria
parciais) contêm porções das Escrituras. Até aqui, todos os livros do A.T.,
exceto Éster, estão representados nas descobertas. Como se poderia esperar,
fragmentos dos livros mais freqüentemente citados no N.T. também são mais
comuns em Qumran (o local das descobertas). Esses livros são Deuteronômio,
Isaías e Salmos. Os rolos de livros bíblicos que ficaram melhor preservados
e têm maior extensão são dois de Isaías, um de Salmos e um de Levítico.
O significado dos Manuscritos do Mar Morto é tremendo.
Eles fizeram recuar em mais de mil anos a história do texto do A.T. (depois
de muito debate, a data dos manuscritos de Qumran foi estabelecida como os
primeiros séculos AC e AD). Eles oferecem abundante material crítico para
pesquisa no A.T., comparável ao de que já dispunham há muito tempo os
estudiosos do N.T. Além disso, os Manuscritos do Mar Morto oferecem um
referencial mais adequado para o N.T., demonstrando, por exemplo, que o
Evangelho de João foi escrito dentro de um contexto essencialmente judaico,
e não grego, como era freqüentemente postulado pelos estudiosos. E ainda,
ajudaram a confirma a exatidão do texto do A.T. A Septuaginta, comprovaram
os Manuscritos do Mar Morto, é bem mais exata do que comumente se pensa. Por
fim, os rolos de Qumran nos ofereceram novo material para auxiliar na
determinação do sentido de certas palavras hebraicas.
Obs.:
A.T. = Antigo Testamento
N.T. = Novo Testamento
Fonte: “ A Bíblia Anotada”
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BÍBLIA: INSPIRADA POR DEUS
Copiado de: www.vivos.com.br/138.htm Que cita "Fonte: Dicionário Bíblico Universal - p. 198
"
Esta palavra deriva-se de in spiro, "soprar para dentro, insuflar",
aplicando-se na Escritura não só a Deus, como Autor da inteligência do homem
(Jó 32.8), mas também à própria Escritura, como "inspirada por Deus" (2Tm
3.16). Nesta última passagem claramente se acha designada uma certa ação de
Deus, com o fim de transmitir ao homem os Seus pensamentos. Ainda que se
fale primeiramente de inspiração no Antigo Testamento, pode o termo
retamente aplicar-se ao
Novo Testamento,
como sendo este livro considerado também como Escritura. A palavra,
significando "sopro de Deus", indica aquela primária e fundamental qualidade
que dá à Escritura o seu caráter de autoridade sobre a vida espiritual, e
torna as suas lições proveitosas nos vários aspectos da necessidade humana.
O que é a inspiração, pode melhor inferir-se da própria reivindicação da
Escritura. Os profetas do
Antigo Testamento
afirmam falar segundo a mensagem que Deus lhes deu. O
Novo Testamento
requer para o
Antigo Testamento
esta qualidade de autoridade divina. De harmonia com isto, fala-se em toda
parte da Escritura, como sendo a "Palavra de Deus". Tais designações como
"as Escrituras" e "os oráculos de Deus" (Rm 3.2). havendo também frases como
estas - "esta escrito" - claramente mostram a sua proveniência divina. Além
disso, são atribuídas as palavras da Escritura a Deus como seu Autor (Mt
1.22; At 13.34), ou ao Espírito Santo (At 1.16; Hb 3.7); e a respeito dos
escritores se diz que eles falavam pelo Espírito Santo (Mt 2.15). E deste
modo as própria palavras da Escritura são considerada de autoridade divina
(Jo 10.34,35; Gl 34.16), e as suas doutrinas são designadas para a direção
espiritual e temporal da humanidade em todos os tempos (Rm 15.4; 2Tm 3.16).
O apóstolo Paulo reclama para as suas palavras uma autoridade igual à do
Antigo Testamento
como vindas de Deus; e semelhante coloca a sua mensagem ao nível das mais
antigas Escrituras.
A garantia de ter esta doutrina da Sagrada Escrituras autoridade divina
está no ensinamento a respeito do ES, que foi prometido aos discípulos de
Cristo como seu Mestre e Guia (Jo 14.26; 16.13).
É melhor usar o termo "revelação" quando se tratar, propriamente, da
matéria da mensagem, e a palavra "inspiração" quando quisermos falar do
método pelo qual foi revelada a mensagem. Por inspiração da Escritura nós
compreendemos a comunicação da verdade divina, que de certo modo é única em
grau e qualidade. Como os apóstolos eram inspirados para ensinar de viva
voz, não podemos pensar que não tivessem sido inspirados quando tinham de
escrever. Por conseqüência, podemos considerar a inspiração como especial
dom do Espírito Santo, pelo qual os profetas do
Antigo Testamento,
e os apóstolos e seus companheiros no
Novo Testamento,
transmitiram a revelação de Deus, como eles a receberam.
É claro o fato de uma única inspiração das Escrituras. Mas até onde se
estende esta inspiração? Revelação é a manifestação dos pensamentos de Deus
para a direção da vida do homem. Se a vontade divina tem de ser conhecida,
e transmitida às gerações, deve ser corporificada em palavras; e para se
estar certo dos pensamentos, é preciso que estejamos certos das palavras. A
inspiração deve, portanto, estender-se à linguagem.
Em 2Pe 1.21, os homens, e em 2Tm 3.16, a Escritura, diz-se
serem inspirados; na verdade, não poderíamos ficar satisfeitos, considerando
inspirados os homens, e não os seus escritos, porque a inspiração pessoal
deve, necessariamente, exprimir-se pela escrita, se é certo que tem de
perpetuar-se. A vida estender-se por toda parte do corpo, e não podemos
realmente fazer distinção entre o espírito e a forma, entre a substância e o
molde.
Todavia, a expressão "inspiração verbal" precisa ser cuidadosamente
determinada contra qualquer noção errônea. A possibilidade de haver má
compreensão faz que muitos cristãos prefiram a frase "inspiração plenária".
A inspiração verbal não significa um ditado mecânico, como se os escritores
fossem instrumentos meramente passivos: ditar não é inspirar. A inspiração
verbal estabelece até que ponto vai a inspiração, estendendo-se tanto à
forma como à substância. Diz-nos o "que é", e não "como é", não nos sendo
explicado o método da operação do Espírito Santo, mas somente nos é dado
conhecer o resultado. Deus fez uso das características natural de cada
escritor, e por um ato especial do Espírito Santo, habilitou-os a comunicar
ao homem, por meio da escrita, a Sua divina vontade. Observa-se esta
associação do divino e do humano nas passagens como estas: Mt 1.22; 2.15;
At 1.16; 3.18; 4.25. A operação do Espírito Santo junta-se com a atividade
mental do escritor, operando por meio dele e guiando-o. Ainda que não
saibamos explicar o modo de tal operação, conhecemos os seus resultados.
Certamente esta maneira de ver a respeito da inspiração refere-se somente
aos escritos, como eles saíram das mãos dos escritores originais. Os
manuscritos originais não foram preservados e por isso precisamos do auxílio
de um minucioso criticismo textual de tal maneira que possamos aproximar-nos
tanto quanto possível do tempo e das circunstância dos autógrafos.
Esta maneira de compreender a inspiração pode ser justificada pelas
seguintes considerações:
a) O uso atual da Bíblia, na vida e obra da Igreja cristã, sendo acentuada a
sua autoridade no ensinamento verbal.
b) Uma ponderada e sábia exegese em todos os tempos mas especialmente em
nossos dias.
c) O recurso à Bíblia em todos os assuntos de controvérsia.
d) A crença sobre este ponto nos tempos apostólicos e sub-apostólicos.
e) O uso do
Antigo Testamento
pelos escritores do
Novo Testamento,
notando-se 284 citações, e frases como "está escrito".
f) Jesus Cristo acha apoio no
Novo Testamento
para suas considerações, como em Jo 10.30-36.
g) Os profetas e os apóstolos consideravam-se homens inspirados (2Sm 23.2;
Jr 36.4-8; 1Co 2.13; 14.37).
É impossível limitar a inspiração à doutrina, e considerar a história como
sujeita a circunstâncias comuns, pois que doutrina e história estão unidas
de tal modo que não podem separar-se. A própria revelação de Cristo é a de
uma pessoa histórica, sendo inseparável os fatos e as doutrinas que lhe
dizem respeito. E diz o Novo Testamento que a história do
Antigo Testamento
é inspirada e escrita pra nossa instrução (Rm 4.23,24; 15.4; 1Co 10.6,11).
Sendo a Bíblia uma autoridade para nós, assim a devemos considerar, seja
qual tenha sido o método da inspiração: porquanto o valor da autoridade
realmente independente de todas as particularidades sobre o modo como foi
inspirada. É auxiliado o estudo da inspiração pela analogia entre o Verbo
encarnado e a Palavra escrita: ambos são divinos, e também são humanos,
embora, em cada caso, é impossível dizer onde termina o divino e começa o
humano. Ambos os elementos ali estão, reais e inseparáveis, de maneira que,
quer se trate de Cristo ou da Bíblia, podemos dizer que tudo é perfeitamente
humano e tudo é absolutamente divino.
Fonte: Dicionário Bíblico Universal - p. 198
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História da Bíblia
Copiado em 31/10/2008 de http://www.vivos.com.br/36.htm que cita Fonte:Revista Comunhão Ano 4 nº 44 e Bíblia em Bytes (CD - Room)
A Bíblia, um livro que tem continuado
vivo através dos séculos e indispensável aos Servos do Rei, é o tema deste
comentário.
O termo Bíblia tem origem no grego "Biblos" e somente foi usado a partir do
ano 200 dC pelos cristãos é um livro singular, inspirado por Deus, diversos
Escribas, Sacerdotes, Reis, Profetas e Poetas (2Tm 3.16; 2Pe 1.20,21) a
escreveram, num período aproximado de 1.500 anos, foram mais de 40 pessoas e
notadamente vê-se a mão de Deus na sua unidade. Estes textos foram copiados
e recopiados de geração para geração em diversos idiomas, tais como:
Hebraico, Aramaico e grego; até chegar a nós.
Verificou-se através do Método Textual, que 99% dos textos mantêm-se fiel
aos originais, é certamente uma obra divina, levando em consideração os
milhares de anos entre a escrita e nossos dias. As partes mais antigas das
Escrituras encontradas são um pergaminho de Isaías em hebraico do segundo
século aC, descoberto em 1947 nas cavernas do Mar Morto e um pequeno papiro
contendo parte do Livro de João 18.31-33,37,38 datados do segundo século dC.
Divisão em Capítulos:
A Bíblia em sua forma original é desprovida das divisões de capítulos e
versículos. Para facilitar sua leitura e localização de "citações" o Prof.
Stephen Langton, no ano de 1227 dC a dividiu em capítulos.
Divisão em Versículos:
Até o ano de 1551 dC não existia a divisão denominada
versículo. Neste ano o Sr. Robert Stephanus chegou a conclusão da
necessidade de uma subdivisão e agrupou os texto em versículos.
Até a invenção da gráfica por Gutenberg, a Bíblia era um livro extremamente
raro e caro, pois eram todos feitos artesanalmente (manuscritos) e poucos
tinham acesso às Escrituras.
O povo de língua portuguesa só começaram a ter acesso à Bíblia de uma forma
mais econômica a partir do ano de 1748 dC, quando foi impressa a primeira
Bíblia em português, uma tradução feita a partir da "Vulgata Latina".
É composta de 66 livros, 1.189 capítulos, 31.173 versículos, mais de 773.000
palavras e aproximadamente 3.600.000 letras. Gasta-se em média 50 horas (38
VT e 12 NT) para lê-la ininterruptamente ou pode-se lê-la em um ano seguindo
estas orientações: 3,5 capítulos diariamente ou 23 por semana ou ainda, 100
por mês em média.
Encontra-se traduzida em mais de 1000 línguas e dialetos, o equivalente a
50% das línguas faladas no mundo. Há uma estimativa que já foi
comercializado no planeta milhões de exemplares entre a versão integral e o
NT. Mais de 500 milhões de livros isolados já foram comercializados. Afirmam
ainda que a cada minuto 50 Bíblias são vendidas, perfazendo um total diário
de aproximadamente 72 mil exemplares!
Encontra-se nas livrarias com facilidade as seguintes versões em português:
Revista Corrigida;
Revista Atualizada;
Contemporânea;
Nova Tradução na Linguagem de Hoje;
Viva;
Jerusalém;
NVI - Nova Versão Internacional;
O segundo domingo de Dezembro, comemora-se o Dia Nacional
da Bíblia, aprovado pelo Congresso.
Nestes séculos a Palavra de Deus foi escrita em diversos materiais, vejamos
os principais:
Pedra
Inscrições encontradas no Egito e Babilônia datados de 850 aC
Argila e Cerâmica
Milhares de tabletes encontrados na Ásia e Babilônia.
Madeira
Usada por muitos séculos pelos gregos.
Couro
O AT possivelmente foi escrito em couro. Os rolos tinham entre 26 a 70 cm de
altura.
Papiro
O NT provavelmente foi escrito sobre este material, feito de fibras
vegetais prensadas.
Velino ou Pergaminho
Velino era preparado originalmente com a pele de bezerro ou antílope,
enquanto o pergaminho era de pele de ovelhas e cabras. Quase todos os
manuscritos conhecidos são em velino, largamente usado a centenas de anos
antes de Cristo.
Papel
Forma amplamente utilizada hoje.
CD
Áudio
CD - Room
Para computadores, é a forma mais recente.
On - line
Via internet.
Inegavelmente o Senhor Deus queria que sua Palavra se perpetuasse pelos
séculos e providenciou meio para isto acontecesse. É um fato que evidencia a
sua credibilidade como Livro inspirado pelo Espírito Santo.
Mas conhecer dados históricos não o aproxima do Senhor e tão pouco abre seus
ouvidos para a voz do Espírito que revela a Palavra. Isto apenas
enriquece-nos intelectualmente e é dispensável. O que realmente precisamos é
estarmos aptos para ouvir o Espírito que flui através das páginas do Livro
Sagrado e isto só acontece quando nos colocamos em santidade e abertos para
o santo mover.
Experimente !
Fonte:Revista Comunhão Ano 4 nº 44 e Bíblia em
Bytes (CD - Room)
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Livros Apócrifos ou Não Canônicos
Copiado em 31/10/2008 de:http://www.vivos.com.br/197.htm. Transcrito de: Dicionário Bíblico Universal
1. A palavra
Apócrifo
,
do grego apokrypha,
escondido, nome usado pelos escritores eclesiásticos para determinar,
1) Assuntos secretos, ou misteriosos; 2) de origem ignorada, falsa ou
espúria; 3) documentos não canônicos.
2. Os livros
apócrifos do Antigo Testamento (A.T.):
Estes não faziam parte
do
Cânon hebraico, mas todos eram mais ou menos aceitos pelos judeus de
Alexandria que liam o grego, e pelos de outros lugares; e alguns são citados
no Talmude. Esses livros, a exceção de 2 Esdras, Eclesiástico, Judite,
Tobias, e 1 dos Macabeus, foram primeiramente escritos em grego, mas o seu
conteúdo varia em diferentes coleções.
Eis os livros apócrifos pela sua ordem usual:
I
(ou III) de Esdras:
é
simplesmente a forma grega de Ezra, e o livro narra o declínio e a
queda do reino de Judá desde o reinado de Josias até à destruição de
Jerusalém; o cativeiro de Babilônia, a volta dos exilado, e a parte que
Esdras tomou na reorganização da política judaica. Em certos respeitos,
amplia a narração bíblica, porém estas adições são de autoridade duvidosa. O
historiador Josefo é o continuador de Esdras. Ignora-se o tempo em que foi
escrito e quem foi o meu autor.
II (ou IV) de
Esdras:
Este livro tem estilo inteiramente diferente de 1º de Esdras. Não é
propriamente uma história, mas sim um tratado religioso, muito no estilo dos
profetas hebreus. O assunto central, compreendido nos caps. 3-14, tem como
objetivo registrar as sete revelações de Esdras em Babilônia, algumas das
quais tomaram a forma de visões: a mulher que chorava, 9.38, até 10.56; a
águia e o leão, 11.1 até 12.39; o homem que se ergueu do mar, 13.1-56. O
autor destes capítulos é desconhecido, mas evidentemente era judeu pelo
afeto que mostra a seu povo. (A palavra Jesus, que se encontra no cap. 7.28,
não está nas versões orientais.) A visão da águia, que é
expressamente baseada na profecia de Daniel (2º Esdras 12.11), parece
referir ao Império Romano, e a data de 88 A.D. até 117 A.D. é
geralmente aceita. Data posterior ao ano 200 contraria as citações do
v. 35 cap. 5 em grego por Clemente de Alexandria com o
Prefácio: “Assim diz o profeta Esdras.” Os primeiros dois e os
últimos dois capítulos de 2º Esdras, 1 e 2, 15 e 16 são aumentos; não se
encontram nas versões orientais, nem na maior parte dos manuscritos latinos.
Pertencem a uma data posterior à tradução dos Setenta que já estava em
circulação, porquanto os profetas menores já aparecem na ordem em que foram
postos na versão grega, 2º Esdras, 1.39, 40. Os dois primeiros capítulos
contêm abundantes reminiscências do Novo Testamento e justificam a rejeição
de Israel e sua substituição pelos Gentios, 2º Esdras, 1.24,25,35-40;
2.10,11,34), e, portanto, foram escritos por um cristão, e, sem dúvida, por
um judeu cristão.
Tobias:
Este livro contém a narração da vida de certo Tobias de Neftali, homem
piedoso, que tinha um filho de igual nome, O pai havia perdido a vista. O
filho, tendo de ir a Rages na Média, para cobrar uma dívida, foi
levado por um anjo a Ecbatana, onde fez um casamento romântico com uma viúva
que, tendo-se casado sete vezes, ainda se conservava virgem. Os sete
maridos haviam sido mortos por Asmodeu, o mau espírito nos dias de seu
casamento. Tobias, porém, foi animado pelo anjo a tornar-se o oitavo marido
da virgem-viúva, escapando à morte, com a queima de fígado de peixe, cuja
fumaça afugentou o mau espírito. Voltando, curou a cegueira de seu pai
esfregando-lhe os escurecidos olhos com o fel do peixe que já se tinha
mostrado tão prodigioso. O livro de Tobias é manifestamente um conto moral e
não uma história real. A data mais provável de sua publicação é 350 ou 250 a
200 A.C.
Judite:
E a
narrativa, com pretensões a história,
do modo por que uma viúva judia, de temperamento masculino, se recomendou às
boas graças de Holofernes, comandante-chefe do exército assírio, que sitiava
Betúlia. Aproveitando-se de sua intimidade na tenda de Holofernes, tomou da
espada e cortou-lhe a cabeça enquanto ele dormia. A narrativa está cheia de
incorreções, de anacronismos e de absurdos geográficos. É mesmo para se
duvidar que exista alguma cousa de verdade; talvez que o seu autor se tenha
inspirado nas histórias de Jael e de Sisera, Jz 4.17-22. A primeira
referência a este livro, encontra-se em uma epístola de Clemente de Roma, no
fim do primeiro século. Porém o livro de Judite data de 175 a 100 A. C.,
isto é, 400 ou 600 anos depois dos fatos que pretende narrar. Dizer
que naquele tempo Nabucodonosor reinava em Nínive em vez de Babilônia não
parecia ser grande erro, se não fosse cometido por um contemporâneo do
grande rei.
Ester:
Acréscimo de capítulos
que não
se acham nem no hebreu, nem no caldaíco. O livro canônico de Ester termina
com o décimo capítulo. A produção apócrifa acrescenta dez versículos a este
capitulo e mais seis capítulos, 11-16. Na tradução dos Setenta, esta matéria
suplementar é distribuída em sete porções pelo texto e não interrompe a
história. Amplifica partes da narrativa da Escritura, sem fornecer novo fato
de valor, e em alguns lugares contradiz a história como se contém no texto
hebreu. A opinião geral é que o livro foi obra de um judeu egípcio que a
escreveu no tempo de Ptolomeu. Filometer, 181-145 A.C.
Sabedoria de
Salomão:
Este livro é um tratado de Ética recomendando a sabedoria e a retidão, e
condenando a Iniqüidade e a idolatria. As passagens salientam o pecado e a
loucura da adoração das imagens, lembram as passagens que sobre o mesmo
assunto se encontram nos Salmos e em Isaías (compare: Sabedoria 13.11-19,
com Salmos 95; 135.15-18 e Isaias 40.19-25; 44.9-20). É digno de nota que o
autor deste livro, referindo-se a incidentes históricos para ilustrar a sua
doutrina, limita-se aos fatos recordados no Pentateuco. Ele escreve em nome
de Salomão; diz que foi escolhido por Deus para rei do seu povo, e foi por
ele dirigido a construir um templo e um altar, sendo o templo feito
conforme o modelo do tabernáculo. Era homem genial e piedoso,
caracterizando-se pela sua crença na imortalidade. Viveu entre 150 e 50 ou
120 e 80, A.C. Nunca foi formalmente citado, nem mesmo a ele se referem os
escritores do Novo Testamento, porém, tanto a linguagem, como as correntes
de pensamento do seu livro , encontram paralelos no Novo Testamento (Sab.
5.18-20; Ef 6.14-17; Sab. 7.26, com Hb 1.2-6 e Sab. 14.13-31 com Rm
1.19-32).
Eclesiástico:
também denominado Sabedoria de Jesus, filho de Siraque. É obra
comparativamente grande, contendo 51 capítulos. No capítulo primeiro, 1-21,
louva-se grandemente o sumo sacerdote Simão, filho de Onias, provavelmente o
mesmo Simão que viveu entre 370 - 300, A.C. O livro deveria ter sido escrito
entre 290 ou 280 A.C., em língua hebraica. O seu autor, Jesus, filho de
Siraque de Jerusalém, Eclus
1.27, era avô, ou, tomando a palavra em sentido mais lato, antecessor remoto
do tradutor. A tradução foi feita no Egito no ano 38, quando Evergeto era
rei. Há dois reis com este nome, Ptolonmeu III, entre 247 a 222 A.C., e
Ptolomeu Fiscom, 169 a 165 e 146 a 117 A.C. O grande assunto da obra e a
sabedoria. É valioso tratado de Ética. Há lugares que fazem lembrar os
livros de Provérbios, Eclesiastes e porções do livro de Jó, das escrituras
canônicas, e do livro apócrifo, Sabedoria de Salomão. Nas citações deste
livro, usa-se a abreviatura Eclus, para não confundir com Ec abreviatura de
Eclesiastes.
Baruque:
Baruque era amigo do Jeremias. Os primeiros cinco capítulos do seu livro
pertencem à sua autoria, enquanto que o sexto é intitulado “Epístola de
Jeremias.” Depois da introdução, descrevendo a origem da obra, Baruque
1.1,14, abre-se o livro com três divisões, a saber:
1) Confissão dos pecado. de Israel e orações, pedindo perdão a Deus,
Baruque 1.15, até 3.8. Esta parte revela ter sido escrita em hebraico, como
bem o indica a introdução, cap. 1:14. Foi escrita 300 anos A.C.
2) Exortação a Israel para voltar à fonte da Sabedoria, 3.9 até 4.4.
3) Animação e promessa de livramento, 4.5 até 5.9. Estas duas seções
parece que foram escritas em grego, pela sua semelhança com a linguagem dos
Setenta. Há dúvidas, quanto à semelhança entre o cap. 5 e o Salmo de
Salomão, 9. Esta semelhança dá a entender que o cap. 5 foi baseado no salmo,
e portanto, escrito depois do ano 70, A.D., ou então, que ambos os escritos
são moldados pela versão dos Setenta. A epístola de Jeremias exorta ou
judeus no exílio a evitarem a idolatria de Babilônia. Foi escrita 100 anos
A.C.
Adição à
História de Daniel:
O cântico dos três mancebos (jovens):
Esta produção foi destinada a ser Intercalada no livro canônico de Daniel,
entre caps. 3.23,24. É desconhecido o seu autor e ignorada a data de sua
composição. Compare os versículo, 35-68 com o Salmo 148.
A história de
Suzana:
É também um acréscimo ao livro de Daniel, em que o seu autor mostra
como o profeta, habilmente descobriu uma falsa acusação contra
Suzana, mulher piedosa e casta. Ignora-se a data em que foi escrita e o nome
de seu autor.
Bel e o
dragão:
Outra história introduzida no livro canônico de Daniel. O profeta mostra o
modo por que os sacerdotes de Bel e suas famílias comiam as viandas
oferecidas ao ídolo; e mata o dragão. Por este motivo, o profeta é lançado
pela segunda vez na caverna dos leões. Ignora-se a data em que foi escrita e
o nome do autor.
Oração de
Manassés,
rei
de Judá quando esteve cativo em Babilônia. Compare, 2º Cr 33.12,13. Autor
desconhecido. Data provável, 100 anos A. C.
Primeiro Livro
dos Macabeus:
E
um tratado histórico de grande valor, em que se relatam 05
acontecimentos políticos e os atos de heroísmo da família levítica dos
Macabeus durante a guerra da lndependência judaica, dois séculos A.C.
O autor é desconhecido,
mas evidentemente é judeu da Palestina. Há duas opiniões quanto à data em
que foi escrito; uma dá 120 a 106 A.C., outra, com melhores fundamentos,
entre 105 e 64 A.C. Foi traduzido do hebraico para o grego.
Segundo Livro
dos Macabeus:
É
inquestionavelmente um epítome da grande obra de Jasom de Cirene; trata
principalmente da história Judaica desde o reinado de Seleuco IV, até à
morte de Nicanor, 175 e 161 A.C. É obra menos importante que o primeiro
livro. O assunto é tratado com bastante fantasia em prejuízo de seu crédito,
todavia, contém grande soma de verdade. O livro foi escrito depois do ano
125 A.C. e antes a tomada de Jerusalém, no ano 70 A.D.
Terceiro
Livro dos Macabeus:
Refere-se a acontecimentos anteriores à guerra da independência. O ponto
central do livro e pretensão de Ptolomeu Filopater IV, que em 217 A.C.
tentou penetrar nos Santo dos Santos, e a subseqüente perseguição contra os
judeus de Alexandria. Foi escrito pouco antes, ou pouco depois da era
cristã, data de 39, ou 40 A.D.
Quarto
Livro dos Macabeus:
É um tratado
de moral advogando o império da vontade sobre as paixões e ilustrando a
doutrina com exemplos tirados da história dos macabeus. Foi escrito depois
do 2º Macabeus e antes da destruição de Jerusalém.
É, talvez, do
1º século d.C. Ainda que os livros apócrifos estejam compreendidos na versão
dos Setenta, nenhuma citação certa se faz deles no Novo Testamento. É
verdade que os Pais muitas vezes os citaram isoladamente, como se fossem
Escritura Sagrada, mas, na argumentação, eles distinguiam os apócrifos dos
livros canônicos. S. Jerônimo, em particular, no fim do 4º século, fez entre
estes livros uma claríssima distinção. Para defender-se de ter limitado a
sua tradução latina aos livros do Cânon hebraico, ele disse: “Qualquer livro
além destes deve ser contado entre os apócrifos. Sto. Agostinho, porém
(354-430 à.C.), que não sabia hebraico, juntava os apócrifos com os
canônicos como para os diferençar dos livros heréticos. Infelizmente,
prevaleceram as idéias deste escritor, e ficaram os livros apócrifos na
edição oficial (a Vulgata) da Igreja de Roma. O Concilio de Trento, 1546,
aceitou “todos os livros... com igual sentimento e reverência”, e
anatematizou os que não os consideravam de igual modo. A Igreja Anglicana,
pelo tempo da Reforma, nos seus trinta e nove artigos (1563 e 1571), seguiu
precisamente a maneira de ver de S. Jerônimo, não julgando os apócrifos como
livros das Santas Escrituras, mas aconselhando a sua leitura “para exemplo
de vida e instrução de costumes”.
3. Livros
Pseudo-epígrafos.
Nenhum artigo sobre os livros apócrifos pode omitir estes inteiramente,
porque de ano para ano está sendo mais compreendida a sua importância.
Chamam-se Pseudo-epígrafos, porque se apresentam como escritos pelos santos
do Antigo Testamento. Eles são amplamente apocalípticos; e representam
esperanças e expectativas que não produziram boa influência no primitivo
Cristianismo. Entre eles podem mencionar-se:
Livro de
Enoque
(etiópico), que é citado em Judas 14. Atribuem-se várias datas, pelos
últimos dois séculos antes da era cristã.
Os Segredos
de Enoque
(eslavo), livro escrito por um judeu helenista, ortodoxo, na primeira metade
do primeiro século d.C.
O Livro dos
Jubileus
(dos israelitas), ou o Pequeno Gênesis, tratando de particularidades
do Gênesis duma forma imaginária e legendária, escrito por um fariseu entre
os anos de 135 e 105 a.C.
Os
Testamentos dos Doze Patriarcas:
é
este livro um alto modelo de ensino moral. Pensa-se que o original hebraico
foi composto nos anos 109 a 107 a.C., e a tradução grega, em que a obra
chegou até nós, foi feita antes de 50 d.C.
Os Oráculos
Sibilinos,
Livros III-V, descrições poéticas das condições passadas e futuras dos
judeus; a parte mais antiga é colocada cerca do ano 140 a.C., sendo a porção
mais moderna do ano 80 da nossa era, pouco mais ou menos.
Os Salmos de
Salomão,
entre 70 e 40 a.C.
As Odes de
Salomão,
cerca do ano 100 da nossa era, são, provavelmente, escritos cristãos.
O Apocalipse
Siríaco de Baruque
(2º
Baruque), 60 a 100 a.C.
O Apocalipse
grego de Baruque
(3º
Baruque), do 2º século, a.C.
A Assunção de
Moisés,
7 a 30 d.C.
A Ascensão de
Isaias,
do
primeiro ou do segundo século d.C.
4. Os Livros
Apócrifos do Novo Testamento (N.T.):
Sob
este nome são algumas vezes reunidos vários escritos cristãos de primitiva
data, que pretendem dar novas informações acerca de Jesus Cristo e Seus
Apóstolos, ou novas instruções sobre a natureza do Cristianismo em nome dos
primeiros cristãos. Entre os Evangelhos Apócrifos podem mencionar-se:
O Evangelho
segundo os Hebreus
(há
fragmentos do segundo século);
O
Evangelho segundo S. Tiaqo, tratando do nascimento de Maria e
de Jesus (segundo século);
Os Atos de
Pilatos.(Segundo
século).
Os
Atos de
Paulo e Tecla
(segundo século).
Os Atos de
Pedro
(terceiro século).
Epístola de
Barnabé
(fim do primeiro século).
Apocalipses, o
de Pedro
(segundo século).
Ainda que
casualmente algum livro não canônico se ache apenso a manuscritos do N.T.,
esse fato é, contudo, tão raro que podemos dizer que, na realidade, nunca se
tratou seriamente de incluir qualquer deles no Cânon.
Dicionário Bíblico Universal
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